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Mato Grosso

União Brasil e PP fecham chapa federal em MT, mas montagem política ainda enfrenta obstáculos

A federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) já considera praticamente fechada a chapa que disputará vagas na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026 em Mato Grosso. A definição ocorreu após uma reunião política realizada na residência do senador Jayme Campos, em Cuiabá, onde lideranças do grupo alinharam os nomes que devem integrar a disputa.

Segundo o deputado estadual Júlio Campos, o bloco já reúne 13 pré-candidatos para nove vagas, número que o grupo avalia como suficiente para consolidar a chapa federal. Entre os nomes cotados estão a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, o deputado federal Fábio Garcia – atualmente licenciado para comandar a Casa Civil –, a deputada Gisela Simona, o presidente estadual do PP Nilson Leitão, o suplente Victório Galli e Marcelo Sandrin, que foi candidato a vice-prefeito de Cuiabá na chapa liderada por Eduardo Botelho.

Enquanto a disputa pela Câmara avança, a composição da chapa para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ainda segue em fase de construção. Até o momento, a federação contabiliza cerca de 17 pré-candidatos, incluindo os deputados estaduais Eduardo Botelho, Júlio Campos, Dilmar Dal Bosco e Sebastião Rezende, além de suplentes e novos filiados interessados em disputar o pleito.

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Para atender às exigências da legislação eleitoral, o grupo precisa alcançar 25 candidatos, sendo 17 homens e oito mulheres, o que mantém as articulações políticas em andamento.

Em meio a esse processo de montagem das chapas, o governador Mauro Mendes (União Brasil) reconheceu que formar grupos competitivos para as eleições tem se tornado cada vez mais difícil. Segundo ele, o desafio vai além das negociações partidárias e envolve a falta de pessoas dispostas a ingressar na política com o objetivo de contribuir com a gestão pública.

“Montar uma chapa hoje não é simples. Não há tantas pessoas querendo entrar na política como gostaríamos. E, principalmente, pessoas que queiram contribuir com a política, e não apenas usufruir dela”, afirmou o governador.

Durante as discussões internas, também foi confirmado que o deputado federal Coronel Assis não permanecerá no União Brasil. De acordo com Júlio Campos, o parlamentar já sinalizou que pretende deixar a sigla durante a janela partidária para se filiar ao PL, o que deve alterar o cenário político nas articulações para 2026.

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Mato Grosso

Governo rescinde contratos e multa empresas em R$ 7,2 milhões por falhas na MT-170

Além das multas, empresas poderão ter de devolver aos cofres públicos os valores gastos para recuperar os trechos danificados

O Governo de Mato Grosso decidiu romper os contratos dos dois consórcios responsáveis pela pavimentação dos primeiros 90 quilômetros da MT-170, entre Castanheira e Colniza, após problemas registrados no asfalto pouco tempo depois da conclusão dos serviços.

As empresas também receberam multas que, somadas, ultrapassam R$ 7,2 milhões. Além das penalidades, os consórcios ficarão impedidos de celebrar novos contratos com o Governo do Estado pelo período de dois anos.

As decisões foram assinadas pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira e Silva, na sexta-feira (7), e publicadas no Diário Oficial desta segunda-feira (10).

O Estado também determinou que os consórcios sejam responsabilizados pelos custos necessários para reparar os danos identificados na rodovia. O ressarcimento poderá incluir despesas que ainda serão calculadas conforme os serviços de recuperação.

A maior penalidade foi aplicada ao Consórcio Sanches Tripoloni-Trafecon-MT Sul, responsável por um trecho de 50,7 quilômetros, correspondente ao Lote 1.

Nesse caso, a Sinfra estabeleceu multa moratória de aproximadamente R$ 565,6 mil e outra, de caráter compensatório, no valor de R$ 3,51 milhões. As duas penalidades totalizam cerca de R$ 4,07 milhões.

O consórcio também deverá ressarcir integralmente os prejuízos que tenham relação com os defeitos encontrados na obra.

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No segundo lote, com 39,3 quilômetros, a responsabilidade era do Consórcio Construtor Agrimex. A empresa recebeu multa moratória de R$ 522 mil e multa compensatória de R$ 2,63 milhões, chegando a aproximadamente R$ 3,15 milhões.

Para esse contrato, a secretaria estabeleceu que o ressarcimento deverá considerar, entre outros itens, os gastos com recuperação do pavimento, contratação de outras empresas, correção de passivos ambientais e demais despesas que sejam comprovadamente decorrentes dos problemas encontrados.

A decisão ocorre após o pavimento apresentar sinais de deterioração em um período considerado curto depois da execução. Em alguns pontos, o material chegou a se desfazer, levando o Estado a cobrar providências das empresas responsáveis.

No Lote 1, segundo informações reunidas durante o processo administrativo, a Sinfra notificou as contratadas diversas vezes. Foram quatro notificações registradas em 2023, outras 16 em 2024 e mais seis em 2025.

A situação também foi acompanhada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que realizou inspeções na rodovia para verificar as condições do pavimento.

Entre os problemas analisados esteve a espessura da camada asfáltica. Estudos anteriores consideravam uma camada de 7,5 centímetros de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), enquanto a solução executada utilizou cinco centímetros, uma diferença de aproximadamente 33%.

A Sinfra, entretanto, afirma que a alteração não pode ser apontada isoladamente como causa dos defeitos. Segundo a secretaria, a mudança foi autorizada em uma Mesa Técnica realizada em 2022, com participação do próprio Tribunal de Contas.

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Na avaliação do Estado, os problemas encontrados estão associados a falhas nos projetos e na execução dos serviços contratados.

Antes mesmo da rescisão, o Governo já havia informado que buscaria responsabilizar as empresas pelos custos necessários para recuperar a rodovia.

A administração estadual também acionou mecanismos de seguro-garantia relacionados aos contratos, numa tentativa de reduzir o impacto financeiro da recuperação do trecho para os cofres públicos.

Os contratos agora encerrados foram firmados em 2014, quando a estrada ainda fazia parte da antiga BR-174. Na época, os acordos incluíam tanto a elaboração dos projetos básico e executivo quanto a execução das obras de pavimentação.

Posteriormente, o trecho passou para a responsabilidade estadual e recebeu a denominação de MT-170.

A rodovia é considerada estratégica para o deslocamento e o escoamento da produção da região Noroeste de Mato Grosso, especialmente no corredor entre Castanheira e Colniza.

Com a publicação das decisões, os contratos referentes aos primeiros 90 quilômetros do trecho estão oficialmente rescindidos. Além das multas já aplicadas, o Estado ainda poderá cobrar dos consórcios os valores necessários para recuperar os pontos da rodovia afetados pela deterioração do pavimento.

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