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Mato Grosso

Otaviano Pivetta assume o Governo e se consolida como líder preparado para conduzir o futuro de Mato Grosso

A saída do governador no dia 31 marca mais do que uma mudança administrativa em Mato Grosso. O movimento reposiciona o cenário político estadual e coloca o vice-governador Otaviano Pivetta no centro das decisões do Executivo. A transição, confirmada pelo presidente da Assembleia Legislativa, sinaliza uma nova fase na condução do Estado e abre espaço para que Pivetta assuma oficialmente o comando do Palácio Paiaguás.

A decisão de Mauro Mendes de deixar o cargo dentro do prazo legal não é apenas um gesto institucional. É também um movimento estratégico que o coloca de vez no tabuleiro eleitoral. Ao se afastar, ele reposiciona seu grupo político e antecipa o debate sucessório, mantendo sua base organizada e ativa.

Com a saída de Mauro Mendes, quem assume o governo é Otaviano Pivetta — um nome que carrega ampla experiência política e administrativa. Empresário e gestor público com trajetória consolidada, Pivetta esteve à frente de diversas pastas estratégicas do Executivo e participou diretamente das principais decisões estruturantes da atual gestão.

Ao longo dos últimos anos, Pivetta teve papel relevante na coordenação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, infraestrutura e equilíbrio fiscal. Reconhecido por seu perfil técnico e visão administrativa, contribuiu para que Mato Grosso mantivesse protagonismo nacional no agronegócio, avançasse em obras estruturantes e fortalecesse sua capacidade de investimento.

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Agora, o desafio ganha outra dimensão.

A partir do dia 31, qualquer crise terá novo responsável político. Muda o titular, muda o CPF político. O que antes era compartilhado na vice-governadoria passa a ser atribuição direta do chefe do Executivo.

O momento é decisivo. Se Pivetta governar com pulso próprio, consolida sua liderança e demonstra que tem preparo para conduzir o Estado com autonomia. Se atuar apenas sob sombra, será visto como administrador provisório de um projeto alheio.

O fato é que Mato Grosso não vive apenas uma troca de comando. Vive a largada antecipada da sucessão estadual. O grupo político se reorganiza, o cenário eleitoral se antecipa e o palco já está armado.

Para Otaviano Pivetta, é a oportunidade de transformar experiência acumulada em liderança efetiva — e demonstrar que possui não apenas a confiança do grupo político, mas a capacidade técnica e administrativa para comandar o Estado em um novo ciclo.

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Mato Grosso

Governo rescinde contratos e multa empresas em R$ 7,2 milhões por falhas na MT-170

Além das multas, empresas poderão ter de devolver aos cofres públicos os valores gastos para recuperar os trechos danificados

O Governo de Mato Grosso decidiu romper os contratos dos dois consórcios responsáveis pela pavimentação dos primeiros 90 quilômetros da MT-170, entre Castanheira e Colniza, após problemas registrados no asfalto pouco tempo depois da conclusão dos serviços.

As empresas também receberam multas que, somadas, ultrapassam R$ 7,2 milhões. Além das penalidades, os consórcios ficarão impedidos de celebrar novos contratos com o Governo do Estado pelo período de dois anos.

As decisões foram assinadas pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira e Silva, na sexta-feira (7), e publicadas no Diário Oficial desta segunda-feira (10).

O Estado também determinou que os consórcios sejam responsabilizados pelos custos necessários para reparar os danos identificados na rodovia. O ressarcimento poderá incluir despesas que ainda serão calculadas conforme os serviços de recuperação.

A maior penalidade foi aplicada ao Consórcio Sanches Tripoloni-Trafecon-MT Sul, responsável por um trecho de 50,7 quilômetros, correspondente ao Lote 1.

Nesse caso, a Sinfra estabeleceu multa moratória de aproximadamente R$ 565,6 mil e outra, de caráter compensatório, no valor de R$ 3,51 milhões. As duas penalidades totalizam cerca de R$ 4,07 milhões.

O consórcio também deverá ressarcir integralmente os prejuízos que tenham relação com os defeitos encontrados na obra.

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No segundo lote, com 39,3 quilômetros, a responsabilidade era do Consórcio Construtor Agrimex. A empresa recebeu multa moratória de R$ 522 mil e multa compensatória de R$ 2,63 milhões, chegando a aproximadamente R$ 3,15 milhões.

Para esse contrato, a secretaria estabeleceu que o ressarcimento deverá considerar, entre outros itens, os gastos com recuperação do pavimento, contratação de outras empresas, correção de passivos ambientais e demais despesas que sejam comprovadamente decorrentes dos problemas encontrados.

A decisão ocorre após o pavimento apresentar sinais de deterioração em um período considerado curto depois da execução. Em alguns pontos, o material chegou a se desfazer, levando o Estado a cobrar providências das empresas responsáveis.

No Lote 1, segundo informações reunidas durante o processo administrativo, a Sinfra notificou as contratadas diversas vezes. Foram quatro notificações registradas em 2023, outras 16 em 2024 e mais seis em 2025.

A situação também foi acompanhada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que realizou inspeções na rodovia para verificar as condições do pavimento.

Entre os problemas analisados esteve a espessura da camada asfáltica. Estudos anteriores consideravam uma camada de 7,5 centímetros de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), enquanto a solução executada utilizou cinco centímetros, uma diferença de aproximadamente 33%.

A Sinfra, entretanto, afirma que a alteração não pode ser apontada isoladamente como causa dos defeitos. Segundo a secretaria, a mudança foi autorizada em uma Mesa Técnica realizada em 2022, com participação do próprio Tribunal de Contas.

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Na avaliação do Estado, os problemas encontrados estão associados a falhas nos projetos e na execução dos serviços contratados.

Antes mesmo da rescisão, o Governo já havia informado que buscaria responsabilizar as empresas pelos custos necessários para recuperar a rodovia.

A administração estadual também acionou mecanismos de seguro-garantia relacionados aos contratos, numa tentativa de reduzir o impacto financeiro da recuperação do trecho para os cofres públicos.

Os contratos agora encerrados foram firmados em 2014, quando a estrada ainda fazia parte da antiga BR-174. Na época, os acordos incluíam tanto a elaboração dos projetos básico e executivo quanto a execução das obras de pavimentação.

Posteriormente, o trecho passou para a responsabilidade estadual e recebeu a denominação de MT-170.

A rodovia é considerada estratégica para o deslocamento e o escoamento da produção da região Noroeste de Mato Grosso, especialmente no corredor entre Castanheira e Colniza.

Com a publicação das decisões, os contratos referentes aos primeiros 90 quilômetros do trecho estão oficialmente rescindidos. Além das multas já aplicadas, o Estado ainda poderá cobrar dos consórcios os valores necessários para recuperar os pontos da rodovia afetados pela deterioração do pavimento.

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