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Mato Grosso

Técnicos em contabilidade iniciam os trabalhos para desafogar os cálculos de custas judiciais

Em mais uma ação para acelerar os cálculos de custas judiciais, desafogar contadorias e trazer celeridade processual, nove técnicos em contabilidade foram credenciados pelo Poder Judiciário de Mato Grosso e iniciaram os trabalhos de forma remota ou presencial em unidades judiciárias da Primeira Instância. Nessa segunda-feira (3 de outubro), uma reunião de alinhamento e acolhimento foi realizada pela Corregedoria-Geral da Justiça, por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje).
 
“Primeiramente gostaria de dar as boas-vindas a todos. Estamos muito felizes com a presença de vocês. Vocês farão um importante trabalho para impulsionar os processos que estão com os cálculos parados, uma demanda detectada por nossa equipe e proposta à Administração do TJ. Esse é um trabalho que já se iniciou com o credenciamento de contadores e agora se estende aos técnicos em contabilidade. Assim como aconteceu com eles, esperamos bons resultados e uma maior celeridade processual. A equipe da Corregedoria e do Daje estará sempre à disposição para auxiliá-los”, ressaltou o corregedor, desembargador José Zuquim Nogueira.
 
Segundo a diretora do Daje, Karine Marcia Lozich Dias, assim como foi com os contadores, o departamento irá fiscalizar, acompanhar e supervisionar o cumprimento das metas estabelecidas.
 
“Esse encontro inicial foi importantíssimo para fazermos esse alinhamento e recepção de todos. Mostrar nossos sistemas, apresentar o Provimento nº 26, como será o fluxo de trabalho e o funcionamento do Poder Judiciário. Vamos contar com técnicos em contabilidade de Cuiabá, Rondonópolis, Campo Verde, Barra do Bugres e Nova Xavantina, que trabalharão de maneira remota, então essa comunicação é essencial para o êxito. Inicialmente alguns técnicos estarão alocados na Contadoria do Fórum de Cuiabá, mas caberá ao Daje receber as demandas das unidades judiciárias e se identificar a necessidade, designar um técnico para auxiliar nos cálculos”, explicou.
 
Para a gestora da Contadoria do Fórum de Cuiabá, Angélica Vilalva Guimarães, os técnicos em contabilidade vão agregar ao trabalho já iniciado com os contadores credenciados. “Diante de tantas demandas de cálculos que recebemos diariamente eles irão ajudar e muito, em termo de qualidade e na precisão nos cálculos. Cada um trazendo seu conhecimento em contabilidade, associando ao Direito para trazer mais celeridade. Esse projeto já tem sido um sucesso, e imaginamos que a tendência é permanecer por muito tempo. Nos próximos dois dias iniciaremos os treinamentos para que eles conheçam e tenham acesso aos programas e sistemas que o Tribunal disponibiliza”, contou.
 
“Essa será uma experiência nova, um aprendizado e acho que estamos todos ansiosos para começar os trabalhos, fazer os cálculos judiciais, uma área que me interessa muito. Espero poder colaborar com o Poder Judiciário, trazendo toda minha expertise”, afirmou a técnica em contabilidade de Campo Verde, Cleunice Anastácio Portela.
 
Participaram ainda da reunião o coordenador da CGJ do TJMT, Flávio de Paiva Pinto, o juiz auxiliar, Emerson Luis Pereira Cajango, servidores do Daje e da Contadoria do Fórum de Cuiabá.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: Horizontal e colorida. Todos os participantes estão sentados em uma longa mesa. Do lado esquerdo ao centro está o corregedor o desembargador Zuquim, ao seu lado o juiz auxiliar Emerson Cajango.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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