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Mato Grosso

Quebra de rochas, acúmulo de lixo e estresse aos animais: veja impactos causados por visitações proibidas em gruta de MT

       As visitações proibidas na Gruta da Lagoa Azul, em Nobres, a 151 km de Cuiabá, interditada desde 2002 devido à degradação da área, potencializam a destruição da região. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MT) Revelão quais são os riscos ambientais que essas visitas não autorizadas podem causar. (abaixo)

Segundo o órgão, os impactos são vários e, entre eles, estão a contaminação da água, a perturbação da fauna e o comprometimento do patrimônio.

Contaminação da água: essa é uma área particularmente frágil, pois atua como cabeceiras de drenagem e, na região, assume um papel duplo e fundamental na qualidade da água: o de abastecimento e manutenção dos cenários naturais.

Perturbação da fauna: o acúmulo de lixo nos cursos d’água locais e o ato de tentar tocar os animais, os levam a um intenso estresse, podendo implicar em mortalidade ou na interrupção da reprodução.

Comprometimento do patrimônio: a quebra de ornamentos ou pichação e outras atividades também é considerado um impacto ambiental decorrente da exploração turística desordenada e não autorizada.

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De acordo com a Sema, a Gruta da Lagoa Azul possui alertas e placas avisando da interdição e do risco, e que qualquer pessoa que entre no local está infringindo as regras do órgão ambiental e assumindo os riscos de acidentes.

Quais são os riscos para os visitantes?

A secretaria explicou que o risco de acidentes no local é elevado, principalmente pelo fato do local ser de difícil acesso e não possuir uma estrutura preparada para receber turistas.

Dentre os riscos, está possibilidade de desprendimento de rochas do teto da Gruta, quedas, contaminação dos visitantes por vetores transmissores de doenças, como da febre maculosa, causada pela picada do carrapato e da leishmaniose, transmitida pelo mosquito do gênero Lutzomyia.

O que falta para liberar a visitação?

Ainda de acordo com a Sema, o processo está em fase final de regularização fundiária. Após essa fase, a próxima será a realização de investimentos para infraestrutura na área.

O representante do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) de Nobres, disse ser a favor da reabertura do ponto turístico.

“O local tem muito potencial turístico, porém tem que ser reaberto com estrutura, preservando a natureza e a segurança do turista”, disse.

De acordo com ela, o passeio para a gruta não se compra em agências cadastradas, pois não existe emissão de voucher, ingresso que é vinculado a prefeitura. Guias clandestinos chegam a cobrar R$ 250 por pessoa.

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Fonte : G1

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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