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Mato Grosso

Programa Corregedoria em Ação conversa com servidores do Polo de Primavera do Leste


O Programa Corregedoria em Ação dedicou a manhã desta terça-feira (5/4) a uma conversa direta com servidores da Comarca de Primavera do Leste. “Esta é a oportunidade de ouvir quem opera a máquina. Mais um momento de grande importância de nossa vinda aqui. Temos total respeito e consideração por vocês. Eu tenho 37 anos de magistratura, já poderia me aposentar, mas as palavras de vocês sempre me tocam muito. As dificuldades enfrentadas, as necessidades e também os sonhos que ainda permeiam qualquer complexidade para realização dos bons objetivos, do melhor Judiciário. Eu sinto muito o desejo de fazer mais e vejo que mesmo depois desse tempo todo de dedicação existe um propósito de ser ainda mais útil. Percebo que posso, quero e devo me dedicar ainda mais ao nosso Judiciário”, revelou emocionado o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira.
 
“Sejam bem vindos a casa é nossa. É uma oportunidade de mostrarmos nossas reivindicações para nossa busca por um melhor Judiciário. Aproveitemos este momento para compartilhar”” ressaltou o juiz diretor do foro em substituição, Eviner Valério. “Pra mim é uma emoção muito grande. Jurisdicionei por cinco anos aqui e me sinto muito feliz. É importante sentirmos esta energia positiva. Cito Cora Coralina: não podemos acrescentar dias em nossa vida, mas podemos acrescentar vida em nossos dias. E hoje estamos fazendo isso. Cada pedacinho da dedicação de vocês está aqui. Agradeço mais uma vez pelo convite ter sido feito à vice-presidência, corregedor Zuquim”, acrescentou o juiz auxiliar da Vice-Presidência, Aristeu Dias Batista Vilella.
 
“Fui oficial escrevente, passei para a magistratura em 1994. Hoje vejo aqui que a grande maioria de vocês é composta por jovens. Fui magistrado aqui também por cinco anos. Meus pais residem aqui. Minha esposa passou a infância aqui. É uma cidade que amo muito. Cidade acolhedora de um povo trabalhador e queremos que vocês se manifestem”, reforçou o também juiz auxiliar da Vice-Presidência, Edson Dias Reis. “Nossas histórias de vida são bem parecidas. Também fui oficial escrevente aqui no Poder Judiciário, antes de passar no concurso da magistratura. Enfrentei também a máquina de escrever, as fichas que se escrevêssemos errado, perdíamos o serviço e hoje temos muito mais facilidade. Hoje temos um prédio novo, máquinas modernas. Isso é bom para nossos usuários e também para nosso público interno. E queremos fazer mais. De que forma a Corregedoria pode fazer mais para ajudar em melhorias? Em Cáceres conseguimos computadores, em Sinop o problema foi a internet. Queremos ouvi-los para saber sobre suas necessidades”” exemplificou o juiz auxiliar da Corregedoria, Emerson Luis Pereira Cajango.
 
O coordenador da Corregedoria-Geral da Justiça, Flávio de Paiva Pinto, também fez uso da palavra e deu um exemplo aos servidores. “Ouvi em uma palestra do filósofo Mário Sérgio Cortela: uma empresa contratou consultoria e gastou sete milhões de dólares para descobrir porquê as caixas de creme dental chegavam vazias no final da linha de produção. Não se chegou a um denominador comum sobre como e principalmente, como evitar que as caixas chegassem vazias. Pouco tempo depois os donos da empresa desceram até o chão de fábrica e conversaram com os funcionários que revelaram que deram um jeito. Disse um deles: fizemos uma cota e compramos dois ventiladores. Eles empurravam pra fora da estreira as caixas vazias e assim resolvemos o problema”” Exemplificou o coordenador. “O que tiramos deste ensinamento? Deve-se ouvir quem trabalha diretamente na linha de produção e é isto que fazemos aqui hoje. Um dos motivos do Corregedoria em Ação”” considerou Flávio, que na sequência abriu a palavra aos servidores.
 
“Agradecemos muito a presença de vocês aqui. tinha uma concepção de que a Corregedoria servia só para punir e vemos que ela é muito mais companheira do que qualquer outra coisa e trabalha preventivamente. Isto é muito bom, poder contar com apoio para desenvolvermos nossas atividades que não são fáceis. Hoje atendemos por e-mail, ligação e presencial. O mandado é o material de trabalho do oficial de Justiça. Acho importante o concurso de remoção. Devemos evoluir, sim, mas em alguns casos é difícil em relação a nossa preparação. A Escola dos Servidores poderia disponibilizar mestrados, doutorados?”, questionou Ésio Martins de Freitas, gestor da Segunda Vara de Primavera. “Precisamos de ajustes no PJe. Enfrentamos questões que nos atrapalham em alguns momentos. Temos o teletrabalho. O Tribunal poderia criar um auxílio. Um financiamento, uma linha de crédito para isto”, disse o servidor Idelbrando Silva de Oliveira. “Temos uma demanda muito grande por aqui. Sou servidora desde 1986 e vi muitas transformações para melhor. Atualmente precisamos de estagiários. De Direito e Administração”, informou a servidora Divanei Pereira da Silva Miranda. Pedido reforçado pela gestora-geral da comarca, Cleide vivian de Oliveira Neves
 
“A questão do teletrabalho é uma decisão institucional a ser tomada. O CNJ nos direcionará sobre isto. A partir daí teremos noção de como poderemos fazer. Já ouviram falar de coworking? O servidor poderá estar em um ambiente, semana sim, semana não. Mas devemos aguardar as orientações do CNJ”, respondeu o juiz Cajango. “Teremos algo em torno de 500 servidores se atualizando via escola. Logo depois vamos fazer o manual dos agentes da infância. Uma oportunidade de definirmos os melhores modelos”” informou o coordenador. Outras questões serão analisadas pela Alta Administração e serão repassadas aos servidores.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Descrição da imagem: fotografia colorida retratrando o Corregedor em pé, segurando o microne e falando com os servidores que estão sentados. 
 
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Ranniery Queiroz /Fotos Adilson Cunha
Assessor de imprensa CGJ
 

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Mato Grosso

Dois senadores na corrida pelo Executivo: Flávio Bolsonaro reforça apoio a Wellington Fagundes em Mato Grosso

 

Candidato à Presidência pelo PL grava mensagem ao lado de Wellington, pede votos ao correligionário para o Governo de Mato Grosso e reforça integração entre o projeto nacional e a campanha estadual do partido

A reta final da campanha eleitoral de 2026 coloca dois senadores do Partido Liberal em disputas pelo Poder Executivo. Enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concorre à Presidência da República, Wellington Fagundes (PL-MT) disputa o Governo de Mato Grosso.

Nesta quinta-feira (24), Flávio gravou uma mensagem direcionada aos eleitores mato-grossenses e pediu votos para Wellington, reforçando publicamente o apoio da direção nacional do partido à candidatura estadual.

Na gravação, Flávio apresentou Wellington como integrante do projeto eleitoral do PL em Mato Grosso e vinculou sua candidatura presidencial à disputa pelo Palácio Paiaguás.

Além de Wellington, Flávio Bolsonaro também pediu apoio ao deputado federal José Medeiros (PL) na disputa pelo Senado, reforçando a composição apresentada pela legenda aos eleitores mato-grossenses.

Apoio nacional ganha espaço na campanha

O gesto ocorre em um momento em que Wellington Fagundes procura ampliar a participação de lideranças nacionais em sua campanha.

Nos últimos dias, o senador recebeu manifestações públicas de apoio de nomes como Rogério Marinho, Sérgio Moro, Bia Kicis e Marcos Pontes, entre outras lideranças ligadas ao campo político do PL.

A estratégia busca apresentar a eleição em Mato Grosso como parte de um projeto político mais amplo da legenda para 2026.

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No vídeo divulgado nesta semana, Flávio Bolsonaro afirmou que o grupo apresentado pelo partido pretende promover mudanças tanto no cenário nacional quanto estadual.

A declaração integra o discurso político da campanha e reforça a tentativa de aproximar a candidatura de Wellington do eleitorado que acompanha o projeto nacional do PL.

Wellington deixa Senado para disputar Governo

Wellington Fagundes exerce mandato de senador por Mato Grosso e teve sua candidatura ao Governo oficializada pelo PL durante convenção estadual realizada neste ano.

Na mesma ocasião, o partido confirmou José Medeiros como candidato ao Senado.

Com isso, a campanha reúne uma situação de destaque no cenário eleitoral: dois senadores do mesmo partido disputam cargos no Executivo, um em âmbito nacional e outro estadual.

Flávio Bolsonaro busca chegar ao Palácio do Planalto, enquanto Wellington Fagundes tenta assumir o comando do Governo de Mato Grosso.

Disputa pelo eleitorado ligado ao PL

O apoio público de Flávio também ganha importância diante da disputa pelo eleitorado identificado com o PL e com o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em Mato Grosso, diferentes lideranças vêm buscando consolidar espaço dentro desse campo político, especialmente na reta final da campanha.

A manifestação de Flávio Bolsonaro em favor de Wellington torna mais clara a posição adotada pelo candidato presidencial dentro da disputa estadual.

A estratégia procura criar uma identificação direta entre as candidaturas do partido em nível nacional e estadual.

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Bolsonaro já havia apoiado Wellington

A aproximação de Wellington com o núcleo nacional do PL não começou nesta semana.

Ao longo do período pré-eleitoral, o senador mato-grossense divulgou manifestações de apoio recebidas do ex-presidente Jair Bolsonaro para sua candidatura ao Governo.

Segundo declarações feitas anteriormente por Wellington, Bolsonaro defendia uma candidatura alinhada dentro do mesmo campo político em Mato Grosso, envolvendo Wellington na disputa pelo Governo e José Medeiros na corrida ao Senado.

Agora, na reta final da campanha, Flávio Bolsonaro reforça essa posição ao pedir diretamente o voto dos eleitores mato-grossenses.

Campanha entra nos últimos dias

Com a aproximação da votação, os candidatos intensificam agendas, reuniões, vídeos, visitas ao interior e participação de lideranças nacionais.

Para Wellington Fagundes, o apoio explícito de Flávio Bolsonaro passa a ocupar espaço importante na estratégia eleitoral, especialmente entre eleitores que acompanham o projeto nacional do PL.

Ao mesmo tempo, a disputa pelo Governo de Mato Grosso segue envolvendo diferentes candidaturas, propostas e grupos políticos.

O movimento desta semana, porém, deixa clara a estratégia adotada pelo Partido Liberal nesta fase final da eleição: aproximar as campanhas de Flávio Bolsonaro à Presidência e de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso, apresentando ambas como integrantes de um mesmo projeto político para 2026.

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