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Mato Grosso

Maninho leva pauta dos municípios de Mato Grosso ao debate internacional no Summit Brasil–Índia–Indonésia

O vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo, o Maninho, está representando Mato Grosso no Summit Anual Brasil–Índia–Indonésia, realizado em Campinas (SP). O encontro reúne autoridades governamentais, empresários, investidores, câmaras de comércio e representantes do ecossistema de inovação e do comércio exterior, com foco na integração entre três das maiores economias emergentes do planeta.

O summit tem como objetivo principal aproximar governos e mercados, criando um ambiente favorável à geração de negócios, à construção de parcerias institucionais e à cooperação internacional de longo prazo. A proposta é abrir caminhos para que empresas e municípios brasileiros se posicionem estrategicamente nesse eixo trilateral formado por Brasil, Índia e Indonésia.

Durante o evento, Hemerson Máximo destacou a importância histórica do encontro, que marca a realização do primeiro fórum oficial da Câmara Brasil–Indonésia. Ele também ressaltou a expressiva presença de representantes de Mato Grosso, reforçando o interesse do estado em ampliar sua inserção no cenário internacional. A agenda conta ainda com a participação dos prefeitos Alei Fernandes (Sorriso), Marcos Feldhaus (Cláudia) e Sérgio Machnic (Primavera do Leste), que recentemente integraram missão oficial à Índia.

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Segundo Maninho, as discussões estão concentradas na transferência de tecnologia, na expansão de parcerias internacionais e na abertura de novos mercados, com atenção especial à Indonésia. O país asiático desponta como um dos maiores mercados consumidores do mundo, com população jovem e crescente demanda por alimentos, o que desperta grande interesse do agronegócio mato-grossense.

Entre os temas debatidos estão a habilitação de frigoríficos de carne bovina para exportação, o interesse indonésio na aquisição de do leite produzidos em Mato Grosso — como o leite em pó — e a atração de investimentos voltados ao fortalecimento da cadeia leiteira no estado. Também foram apresentadas soluções de intercâmbio tecnológico, especialmente na área de fertilizantes, com destaque para a nanotecnologia aplicada à ureia, voltada ao aumento da eficiência no agronegócio e na pecuária.

Outro ponto relevante da programação foi a apresentação de uma tecnologia inovadora para a melhoria de estradas vicinais. A solução pode representar um avanço significativo para os municípios mato-grossenses, principalmente no que se refere à manutenção e à qualidade das vias de terra, essenciais para o escoamento da produção rural.

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A participação da AMM no Summit Brasil–Índia–Indonésia reforça o compromisso da entidade em promover os municípios de Mato Grosso no cenário internacional, buscando investimentos, inovação e novas oportunidades de desenvolvimento econômico sustentável, com impactos diretos na geração de emprego, renda e qualidade de vida da população.

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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