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Mato Grosso

Integrante de facção é condenado a 62 anos de reclusão em VG 

Douglas Xavier da Silva Campos foi condenado pelo Tribunal do Júri da comarca de Várzea Grande, na terça-feira (14), pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, cinco homicídios duplamente qualificados tentados, ocultação de cadáver, sequestro qualificado e por integrar organização criminosa armada. O juízo fixou a pena definitiva em 62 anos e um mês de reclusão, mais 30 dias-multa no valor de um trigésimo do salário mínimo vigente à época dos fatos. Além disso, foi mantida a prisão preventiva do condenado, bem como lhe foi negado o direito de recorrer em liberdade. 

O Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público de Mato Grosso e reconheceu a materialidade e autoria dos crimes. Conforme a denúncia, Douglas e outros quatro integrantes da facção praticaram os delitos em maio de 2021, contudo, ele foi o primeiro a ser julgado. 

De acordo com o MPMT, Douglas Xavier da Silva Campos sequestrou e matou Enderson Júlio da Silva Leite por vingança, em represália ao descumprimento de orientações da facção criminosa armada. A vítima foi amarrada e em seguida estrangulada até a morte. O corpo foi enterrado na Comunidade Formigueiro, próximo à Rodovia dos Imigrantes.  

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Ainda segundo a denúncia, por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa dos ofendidos, Douglas tentou matar Wesley Jhonny da Silva Leite e assumiu o risco de matar Jairo Marcolino, Tayna Fortunato de Oliveira, Lidia Rebeka Marcolino e Ana Vitória Fortunato de Oliveira. Além disso, ele foi denunciado por integrar organização criminosa instalada nas unidades prisionais do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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