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Mato Grosso

Grupo de Monitoramento inspeciona Sistema Carcerário em Araputanga, Pontes e Lacerda e Comodoro

O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT) visitou nos dias 07 e 08 de fevereiro as unidades penitenciárias dos municípios de Araputanga, Pontes e Lacerda e Comodoro.
 
As inspeções de rotina fazem parte da meta da equipe liderada pelo supervisor do GMF, desembargador Orlando de Almeida Perri, de visitar 12 unidades penitenciárias do interior do Estado, nos primeiros 100 dias do ano, para avaliar as condições no sistema prisional.
 
Entre os objetivos estratégicos do GMF para este ano, também está a promoção e integralização de seis mil privados e privadas de liberdade na educação básica regular e a promoção e inserção desse mesmo público no mercado de trabalho, com empregabilidade e renda.
 
Situação das unidades – Segundo o líder do GMF, a estrutura da Cadeia Pública de Araputanga, que abriga atualmente 122 pessoas privadas de liberdade, está muito antiga, sem capacidade de recuperação.
 
“É um prédio muito velho, não há nada que se possa fazer senão derrubar ou desativar essa unidade prisional em Araputanga. E talvez transferir os recuperandos para Mirassol d’Oeste, na nova unidade que o Governo do Estado pretende construir”, afirma o desembargador.
 
O juiz-diretor da Comarca de Araputanga, Marcos André da Silva, ressalta que a visita do GMF ao município tem um peso importante e um grande significado para a comunidade. “A vinda do GMF traz benefícios muito grandes. Estamos vendo agora o desembargador construindo parcerias com o empresariado para a melhoria na ressocialização dos recuperandos e a instalação do Escritório Social será um avanço para nossa sociedade.”
 
Para o supervisor do GMF, o Centro de Detenção Provisória de Pontes e Lacerda oferece boas condições para as 238 pessoas privadas de liberdade, sendo destes 73 participantes de atividades de remição por trabalho (marcenaria, costura, horta e artesanato) e 90 integrantes de remição por estudo.
 
“Aqui na unidade de Pontes e Lacerda temos um diretor bastante operante, mas há bastante a ser feito, principalmente no trabalho externo, onde se deixa muito a desejar. Estamos em contato com as autoridades e com os representantes da sociedade do município para que possamos atrair interessados nesse tipo de mãos de obra. Verificamos muitos recuperandos clamando por uma oportunidade de trabalho”, aponta o líder do GMF.
 
A juíza substituta da 3ª Vara Criminal de Pontes e Lacerda, Djessica Giseli Küntzer, destaca que com a visita do GMF foi possível firmar parceria com o executivo municipal para a instalação do Escritório Social no município. “O que buscamos aqui é a ressocialização dos recuperandos. Teremos instalado aqui o Escritório Social com uma equipe multidisciplinar apara atender os egressos, pré-egressos e seus familiares, com relação à saúde, o cuidado mental e reinserção dessas pessoas no mercado de trabalho.”
 
De acordo com o desembargador Orlando Perri, a unidade de Comodoro surpreendeu pela situação que oferece aos 74 recuperandos. “Apesar de antiga e pequena, a unidade de Comodoro nos surpreendeu positivamente pelas condições que apresenta às pessoas privadas de liberdade.”
 
O juiz titular da Vara de Execução Penal de Comodoro, Antônio Carlos Pereira de Souza Júnior, explica que a visita do GMF é fundamental para ajudar a melhorar as atividades na execução penal. “O GMF e o desembargador Orlando Perri touxeram boas práticas e novas ideias para que possamos implementar em nossa unidade, assim como puderam reconhecer o nosso trabalho.”
 
Próxima parada – As inspeções às unidades prisionais do interior do Estado continuam nesta semana. Nesta segunda-feira (13 de fevereiro) é a vez da Comarca de Nobres receber a visita do supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, do coordenador do GMF, juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, e da equipe do GMF.
 
Marco Cappelletti/ Fotos Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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