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Mato Grosso

Estágio Judicial: Poder Judiciário implanta projeto-piloto no Fórum de Várzea Grande


Com o intuito de proporcionar o aprimoramento da formação teórica e prática de profissionais do Sistema de Justiça, o Poder Judiciário de Mato Grosso criou o projeto-piloto “Estágio Judicial”. A Comarca de Várzea Grande foi escolhida para implantar a inovação. A proposta é que os estagiários de Direito que atuam na unidade saiam das funções administrativas ou tecnológicas e atuem especificamente na área jurídica.
 
O projeto é idealizado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis) e conta com apoio da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e da Corregedoria-Geral de Justiça. “No final de 2021 o Conselho Nacional de Justiça, CNJ, autorizou os tribunais brasileiros a instituírem programas de residência jurídica para bacharéis em Direito, voltados a oferecer treinamento em serviço. O TJMT por sua vez possui há muitos anos um programa de estágio, que recruta estudantes que desejam trabalhar em varas e no próprio Tribunal, dentro de uma função auxiliar”, contextualiza o desembargador Marcos Machado, diretor-geral da Esmagis-MT.
 
O desembargador informa que foi feito um recorte no programa de estágios do Tribunal para que estudantes de Direito sejam supervisionados pela Escola. “Eles vão receber instrução teórica e também o acompanhamento de magistrados, por hora-aula, sobre orientações práticas daquilo que o estagiário realmente deve e pode fazer para contribuir com a prestação jurisdicional e com o seu aprendizado”, completa Marcos Machado.
 
Os estagiários selecionados para participar do projeto irão auxiliar diretamente os juízes na confecção de pesquisas, produção de relatórios, ensaios relacionados a despachos, decisões interlocutórias e sentenças. “Isso depende do nível, qualificação, empenho e dedicação de cada estagiário”, aponta o magistrado. “O que desejamos é despertá-lo para um concurso da magistratura ou outra carreira jurídica, mas que ele conheça desde logo, durante a sua atividade acadêmica, o que acontece na prática”, conclui.
 
O Fórum de Várzea Grande recebeu o projeto piloto de Estágio Judicial por três fatores: proximidade, número de juízes e diversidade locais, mas a ideia é que seja expandido para as demais comarcas. Para o juiz da 1ª Vara de Família de Várzea Grande, José Antônio Bezerra Filho, a inovação só veio a somar na busca por melhoria na prestação jurisdicional. “Precisamos dessa mão de obra, há uma capacitação, uma dedicação à todos nós juízes colaboradores, quem ganha com isso é o jurisdicionado e os advogados. Teremos uma prestação jurisdicional mais efetiva e quiçá que esses futuros estagiários possam também dentre deste espirito de irmandade do Poder Judiciário ter uma olhar e um futuro melhor.”
 
A estudante Rayelle Maia, já atuava no Fórum como estagiária e agora vai acompanhar as audiências da 3ª Vara de Fazenda Pública da Comarca de Várzea Grande. “Na faculdade nos aprendemos a teoria e aqui colocamos em prática. Temos acesso à sentença, decisão de juiz, enfim a todas as peças. O estágio é muito importante para quando chegar a nossa vez de atuar como advogados termos uma certa tranquilidade”, avalia.
 
A estudante de Direito do 7º semestre, Júlia Sá, 20 anos completa sete meses estagiando no fórum. Atuava na secretaria e agora entre as atividades previstas está acompanhar as audiências na 3ª Vara de Fazenda Pública, gerando grandes expectativas. “Acredito que este é um projeto extremamente importante. É uma grande sorte minha ter a mentoria de um magistrado, isso não acontece em qualquer momento”, avalia. “Saber que o Tribunal e o Fórum estão oferecendo esta oportunidade me deixa muito feliz. Tenho fé de que vou sair mais preparada e me sentir pronta para a fase seguinte”, afirma.
 
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Descrição da imagem: Imagem 1 – ilustração mostrando em primeio plano uma estátua da Deusa da Justiça em cima de uma mesa de trabalho. Ao fundo e desfocado aparece uma pessoa escrevendo em uma folha de papel. 
Imagem 2 – Print de tela, imagem colorida. Desembargador Marcos Machado concede entrevista para a TV.Jus em uma sala.
Imagem 3 – Print de tela, imagem colorida. Estudante Rayelle Maia está em um corredor do Fórum e concede entrevista a TV.Jus. Ela tem cabelos longos ruivos e usa mascara facial preta.
 
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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