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Mato Grosso

Atendimento de excelência é tema de capacitação para 800 servidores do Judiciário estadual

O Poder Judiciário de Mato Grosso aposta na capacitação do publico interno para oferecer à sociedade um serviço cada vez melhor. Esta semana a Corregedoria- Geral da Justiça, encerrou o Curso “Praticas eficazes para atendimento de excelência” direcionado a oficiais de justiça, agentes da infância e juventude, distribuidores, técnicos, analistas e gestores gerais de diversas comarcas do Estado. A capacitação, realizada pela Escola dos Servidores, além de ser elogiada pelos participantes, é em atenção a Resolução 192/2014, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que trata sobre a Política Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Servidores do Poder Judiciário.
 
“Com muita alegria concluímos mais um ciclo de capacitações. Durante a pandemia o desembargador José Zuquim assumiu um risco, mas decidiu que era necessário investir em capacitações presenciais e, inicialmente, até dezembro do ano passado, trouxemos 300 servidores a Cuiabá. E depois, agora em 2022, após recebermos feedback positivo, vieram mais 500, totalizando 800 servidores. Esperamos que todos tenham aproveitado esse momento de aprendizado, de vivência, de calor humano tão necessário, de olhar para si, pois se não estamos bem como vamos atender nosso usuário com eficiência?”, indagou o coordenador da Corregedoria, Flávio de Paiva Pinto.
 
Na última etapa, 40 gestores e oficias de justiça participaram do curso que sensibilizou e capacitou os servidores que fazem atendimento direto com a sociedade e, principalmente, com os usuários do Judiciário mato-grosssense. Entre os principais pontos trabalhados no curso destacam-se temas como mudança comportamental, práticas de bons hábitos e técnicas, comunicação como instrumento essencial, competências e ferramentas na busca pela eficácia.
 
“Foram dois dias de aprendizado, troca de experiências com o intuito de ajudar os servidores a fazer um atendimento ainda melhor ao nosso usuário, além de melhorar o relacionamento com o cliente interno. Para tanto, mostramos algumas ferramentas para convidá-los a avançar em autoconhecimento e nas relações humanas de uma maneira que o atendimento de excelência passa a ser uma consequência”, exemplificou Meire Dias, palestrante e consultora da capacitação.
 
Meire Dias acrescentou que foi feito um mapeamento de perfil de identidade organizacional do Tribunal de Justiça onde cada servidor, cada servidora, das mais variadas unidades judiciais presentes no treinamento, internalizou a missão, visão, valores e princípios institucionais, mas também identificou e construiu valores pessoais e missão profissional. A consultora entende que a contribuição dos participantes é o que se sustenta e faz existir de fato a grande missão do Tribunal.
 
Para a gestora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Sorriso (420 Km de Cuiabá), Eliane Pandolfo Martini, o grande diferencial da capacitação foi ser voltado para o autoconhecimento. “Ao longo dos meus 25 anos de Judiciário já fiz diversos cursos, mas gostei muito desse, porque teve essa preocupação com o olhar interno, de como estamos sentindo. O que vimos é que não adianta conhecer muitas leis, ter aquele conhecimento técnico e não sabermos lidar com as pessoas e com os nossos problemas. E quando a gente se conhece melhor, consequentemente, consegue atender melhor. Saímos daqui todos mais renovados e felizes”, pontuou Martini.
 
Flávio de Paiva Pinto agradeceu a parceria entre a Presidência e a Corregedoria Geral que oportunizou o ciclo de capacitações, e desejou aos participantes do treinamento que empreguem com desenvoltura todo o aprendizado para que atinjam com habilidade e competência sucesso e excelente desempenho no atendimento interno e externo em cada unidade judicial que atuam. Flávio lembrou que os conteúdos trabalhados no curso são baseados nos planejamentos da gestão e de acordo com as sugestões recebidas dos próprios servidores durante o Programa Corregedoria em Ação, que visita comarcas no Estado.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Imagem 1: Foto horizontal colorida o coordenador da Corregedoria discursa para os participantes. Todos os alunos estão sentados e ele está de pé e terno azul e óculos preto. Imagem 2: Foto horizontal colorida a palestrante fala com a turma no encerramento do curso. Todos os alunos estão sentados na sala de aula. 3: Foto horizontal colorida em que todos os participantes da última turma estão perfilados em pé na escadaria da Escola dos Servidores.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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