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Mato Grosso

Associação e Escola da magistratura doam 500 obras para campanha Livro para ser livre

A campanha “Livro para ser livre – a Ressocialização pela leitura”, promovida pelo Judiciário mato-grossense em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil– Seccional Mato Grosso (OAB/MT) e Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) ganhou um importante reforço em outubro. A Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), por meio da Escola da Magistratura Mato-Grossense (Emam) doou mais de 500 obras.
 
“Sempre tivemos uma forte parceria com do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Não poderíamos ficar de fora dessa campanha de arrecadação de livros. Para nós é uma honra poder contribuir com essa ação socioeducativa”, afirma a representante da entidade, Kálita de Araújo Lima. “O Conhecimento liberta e nos sentimos muito honrado em contribuir com a educação dos reeducandos”, completa.
 
A entrega das obras ocorreu pelo sistema drive-thru, instalado no estacionamento dos visitantes da sede do TJMT. Os livros passarão por uma triagem e as que forem selecionadas farão parte do acervo de livros disponibilizado em 43 unidades penais do Estado, entre cadeias e penitenciárias.
 
“A carência nos motiva a fazer essa arrecadação de livros que é voltada para os reeducandos do Sistema Prisional de Mato Grosso, para que possamos disponibilizar a eles um instrumento par remir a pena deles”, informa o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Estado de Mato Grosso (GMF-MT), desembargador Orlando Perri. “Nossos presos, de uma maneira geral, ainda permanecem ociosos e solicitam em todas as visitas que fazemos oportunidade de trabalho, educação, estudos e livros para leitura. Atividades que eles podem abater dias de suas penas”.
 
De acordo com o desembargador, todos os tipos de livros podem ser doados, especialmente romances, autoajuda, religiosos. “A finalidade da campanha é oferecer aos presos do sistema prisional do Estado de Mato Grosso a possibilidade de conhecimento. Além do que, o beneficio de remição de pena, por meio da leitura. As disposições legais autorizam que o preso possa fazer a leitura de um livro e entregar uma resenha e com isso conseguir quatro dias remidos. Então esse preso tem a oportunidade de ler 12 livros ao ano e remir 48 dias de sua pena a cada ano”, explica o magistrado.
 
A campanha de arrecadação de livros foi estendida e segue até dia 30 de novembro. Na Capital, além das doações pelo sistema drive thru, das 12h às 19h, também é possível depositar os livros em caixas coletoras que estão dispostas na recepção central do TJMT, no restaurante, no Anexo Desembargador Antônio Arruda e na Escola dos Servidores.
 
Pontos de coleta foram instalados nas recepções da OAB-MT, da SESP-MT, da União das Faculdades Católicas de Mato Grosso (Unifacc MT) e da Igreja Batista Nacional do Cristo Rei, em Várzea Grande.
 
As comarcas também estão mobilizadas e há pontos de coleta espalhados pelos Fóruns de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Sinop, Sorriso, Diamantino, Barra do Garças, Tangará da Serra, Primavera do Leste e Rondonópolis.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Foto horizontal colorida do veiculo da Emam e Amam estacionado para a retirada dos livros da carroceria. Ao fundo vemos a fachada do Palácio da Justiça. Imagem 2: Foto horizontal da retirada dos livros da carroceria do veículo.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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