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Justiça

Justiça autoriza quebra de sigilo telefônico de mulher envolvida no caso de assassinatos de motoristas de aplicativo em Várzea Grande

A Justiça concedeu autorização para a quebra do sigilo telefônico do aparelho celular de Keise Melissa Rodrigues, de 25 anos, suspeita de envolvimento em uma série de assassinatos de motoristas de aplicativo na região metropolitana de Cuiabá. Keise é acusada de emprestar sua conta em aplicativos de transporte para facilitar os ataques coordenados.

Segundo as investigações, Keise mantinha vínculos com Lucas Ferreira da Silva, de 20 anos, e dois adolescentes, que teriam utilizado sua conta para atrair motoristas, posteriormente assassinados. O grupo é responsável por três mortes até o momento.

Além de seu papel na atração das vítimas, Keise também é apontada como namorada de um dos adolescentes e teria conexões com uma facção criminosa, facilitando a negociação dos veículos roubados dos motoristas assassinados.

Em depoimento Keise confirmou, namorar com o adolescente de 15 anos.

Com a autorização da quebra de sigilo telefônico, as autoridades esperam extrair informações cruciais para esclarecer os detalhes do caso e identificar possíveis cúmplices.

Keise Melissa Rodrigues foi presa nesta sexta-feira e conduzida à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestou depoimento. Em seguida, foi encaminhada ao fórum para audiência de custódia.

Enquanto isso, uma quinta pessoa, responsável por registrar uma das mortes, ainda não foi localizada pelas autoridades. A gravação teria sido realizada para que um dos adolescentes, ausente no momento da execução, assistisse ao crime posteriormente. As imagens foram enviadas através do aplicativo de mensagens WhatsApp, com a modalidade de visualização única.

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É Direito

Saga Pantanal é condenada a pagar R$ 10 mil após Fiat Toro dar defeito com uma semana de uso

A Justiça de Mato Grosso condenou a Saga Pantanal Comércio de Veículos Ltda. a devolver R$ 116,9 mil a um cliente após a venda de uma Fiat Toro que apresentou defeitos cerca de uma semana após a compra. A empresa também foi condenada ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais.

A decisão é assinada pelo juiz Luis Otávio Pereira Marques, da 6ª Vara Cível de Cuiabá, e foi publicada na segunda-feira (8). Na decisão, também foi condenada a empresa Novos Serviços para Automóveis.

Conforme os autos, Fábio Júnior Sales da Silva adquiriu o veículo Fiat Toro Freedom 2.0, ano/modelo 2018/2019, por R$ 116.990 em dezembro de 2022. Segundo ele, após aproximadamente uma semana de uso, a caminhonete passou a apresentar dificuldades na partida.

Em fevereiro de 2023, o veículo apresentou nova pane e foi encaminhado para oficina credenciada indicada pela assistência técnica ligada à Novos Serviços para Automóveis. O consumidor foi informado de que os problemas estavam relacionados à bomba de alta pressão, aos bicos injetores e ao sistema de partida.

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No processo, ele relatou que o automóvel permaneceu parado por mais de 30 dias sem que o defeito fosse solucionado, apesar das tentativas de contato com a assistência técnica e a concessionária.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que o Código de Defesa do Consumidor assegura ao comprador o direito de optar pela devolução integral do valor pago quando o vício não é sanado dentro do prazo legal de 30 dias.

Segundo a sentença, o veículo foi entregue para reparo em 9 de fevereiro de 2023 e o prazo legal se encerrou em 11 de março daquele ano. No entanto, até abril o problema ainda não havia sido resolvido e surgiram novas falhas mecânicas.

Para o juiz, o direito do consumidor à restituição do valor se consolidou no momento em que o prazo legal foi ultrapassado, sendo irrelevante o argumento das empresas de que o defeito teria sido corrigido posteriormente.

“Nenhuma das requeridas impugnou especificamente a data de 09/02/2023 como marco inicial do processo de conserto, razão pela qual, nos termos do art. 341 do Código de Processo Civil, tal fato presume-se verdadeiro”, escreveu.

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“Portanto, a conduta das requeridas de reter o veículo por prazo superior ao legal autoriza o acolhimento do pedido de rescisão contratual e a devolução integral da quantia paga”, concluiu.

Ao fixar a indenização por danos morais, o juiz entendeu que o problema ultrapassou um mero aborrecimento, além de destacar que o cliente foi obrigado a gastar tempo e esforço tentando resolver um problema que deveria ter sido solucionado pelas empresas, situação conhecida na Justiça como “desvio produtivo do consumidor”.

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