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É Direito

Gilmar Mendes diz que Zema provocou fracasso econômico em MG

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, disse que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), provocou uma “debacle econômica” no Estado.

Segundo o decano da Corte, Zema “sobrevive” graças a liminares concedidas pelo tribunal. As declarações foram feitas nesta 6ª feira (6.mar.2026), durante sessão plenária do STF em Brasília.

“É chocante ver um governador que levou o Estado a uma debacle econômica sobreviver graças a liminares dadas por este tribunal e depois atacar a Corte”, declarou Gilmar Mendes.

Durante a sessão plenária, Gilmar Mendes direcionou críticas a chefes de Executivos estaduais que buscam liminares com impactos fiscais na Corte e depois fazem ataques públicos ao tribunal.

O decano do Supremo utilizou a gestão de Romeu Zema como exemplo dessa prática. Segundo o ministro, o governo mineiro tem se mantido graças a deliberações provisórias do STF.

Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República, é conhecido pelos constantes ataques e questionamentos à atuação do STF. O governador também direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes nas redes sociais na 5ª feira (5.mar).

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Zema citou mensagens reveladas pela colunista Malu Gaspar, do O Globo, que apontam elos do ministro com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso nesta semana na 3ª fase da Operação Compliance Zero.

“O banqueiro tinha 129 milhões de motivos para esperar que seus interesses fossem atendidos por Moraes.

O Senado está esperando o quê para afastá-lo do cargo?”, afirmou Zema.

O governador se referiu ao contrato acertado por Vorcaro com Viviane de Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

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Animais

Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes e pede o arquivamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou, nesta terça-feira (12/5), que as evidências periciais refutam a possibilidade de que os adolescentes em investigação tenham agredido o cão comunitário Orelha, que foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC).

Após revisar quase 2 mil arquivos, o MPSC concluiu que a morte do animal está relacionada a uma condição pré-existente e grave, e não a qualquer agressão por parte de humanos.

Com base nas investigações, a procuradoria solicitou na última sexta-feira (8/5) o arquivamento do caso referente à morte de Orelha.

Conforme o MP, relatórios policiais indicavam que o jovem suspeito e o animal haviam estado juntos na praia por aproximadamente 40 minutos, mas a perícia revelou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras de um condomínio e pelo sistema de monitoramento público, conhecido como Bem-Te-Vi.

As imagens evidenciam que, enquanto o adolescente estava nas proximidades do deck da praia, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros de distância.

“O estudo revelou que nos momentos em que o adolescente esteve na área do deck, o cão estava situado a aproximadamente 600 metros. Portanto, a suposição de que ambos compartilharam o mesmo espaço por cerca de 40 minutos não é válida”, ressaltou o MPSC.

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Adicionalmente, as análises periciais mostraram que o cão mantinha plena mobilidade e um padrão normal de locomoção quase uma hora após o momento em que se acredita que a suposta agressão teria ocorrido, o que afasta a hipótese de que ele teria retornado da praia já debilitado por agressões.

Saúde do cão Orelha

Os laudos veterinários anexados ao processo excluíram a possibilidade de traumatismo recente passível de maus-tratos. Segundo o perito que realizou a exumação, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontradas fraturas ou lesões relacionadas à ação humana.

Os exames revelaram sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo — uma infecção óssea crônica e grave, possivelmente associada a doenças periodontais avançadas.

Imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação, compatíveis com uma infecção de longo prazo. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, corresponde ao edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.

O MPSC também destacou que a fotografia obtida durante o atendimento veterinário mostrava apenas inchaço no olho esquerdo do cão, sem outros sinais evidentes de violência.

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De acordo com as Promotorias de Justiça, o conjunto de provas demonstra que Orelha faleceu devido a um quadro clínico grave que levou à eutanásia.

O órgão ainda mencionou a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, ocorrida poucos dias depois, em decorrência da doença do carrapato, ressaltando a situação de vulnerabilidade sanitária dos animais.

Conclusão

Além do arquivamento do caso, o Ministério Público solicitou que cópias do processo fossem enviadas à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para investigar possíveis irregularidades na apuração.

O órgão também pleiteou a investigação sobre eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao adolescente investigado e anunciou a abertura de uma apuração específica sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o suporte do CyberGAECO.

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