É Direito
Gilmar diz que Lewandowski combateu crime sem romper legalidade

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes saiu em defesa, nesse domingo (11.01), da atuação de Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em texto publicado nas redes sociais, o decano da Corte elogiou a condução da pasta pelo ex-ministro, que pediu demissão do cargo na última quinta (08).
Segundo Gilmar Mendes, Lewandowski enfrentou um dos maiores desafios do país — o avanço da criminalidade organizada — sem abrir mão dos princípios do Estado de Direito. Para o ministro, o equilíbrio entre repressão eficiente e respeito às garantias individuais foi a principal marca da gestão.
“O desafio da segurança pública é conceber mecanismos eficazes de enfrentamento ao crime organizado dentro dos parâmetros do Estado de Direito, evitando tanto o punitivismo raso quanto a omissão diante de um fenômeno que aflige a população”, escreveu.
Gilmar destacou que, durante sua passagem pelo Ministério da Justiça, Lewandowski fortaleceu a Polícia Federal e editou portarias voltadas à moderação, proporcionalidade e transparência na atuação policial. Entre as iniciativas citadas está a criação do Sistema Nacional de Informações Criminais, um banco de dados unificado que reúne informações sobre indiciamentos, denúncias e condenações em todo o país, ampliando a integração entre as forças de segurança.
Outro avanço mencionado foi a implementação do Protocolo Nacional de Reconhecimento de Pessoas, que padroniza procedimentos de identificação criminal, reduz erros e evita nulidades processuais decorrentes de falhas no reconhecimento de suspeitos.
O ministro do STF também ressaltou as diretrizes adotadas em 2024 para o uso de câmeras corporais por policiais. Segundo ele, a medida contribui tanto para o controle das abordagens quanto para a proteção institucional dos próprios agentes, ao registrar de forma objetiva a atuação no exercício da função.
Para Gilmar Mendes, a gestão de Lewandowski representou um raro exemplo de equilíbrio na política de segurança pública brasileira. “Entre o populismo penal e a tibieza, há um caminho institucional, eficaz e civilizado que o país pode — e deve — seguir”, afirmou, ao concluir que a contribuição do ex-ministro merece reconhecimento
É Direito
Mutirão Pai Presente oferece reconhecimento de paternidade e exame de DNA em Nova Mutum/MT

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizará, entre os dias 3 e 8 de agosto de 2026, mais uma edição do Mutirão Pai Presente, iniciativa que incentiva o reconhecimento voluntário da paternidade e busca reduzir o número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento.
A ação acontecerá em todas as comarcas do Estado, incluindo Nova Mutum. No município, pessoas interessadas em reconhecer a paternidade ou iniciar o procedimento de investigação com exame de DNA devem procurar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).
O atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp (65) 9.9999-3003, pelo telefone (65) 3308-3434 ou presencialmente no Fórum de Nova Mutum, localizado na Rua das Helicônias, nº 444-N, bairro Jardim das Orquídeas.
Embora o mutirão seja realizado entre os dias 3 e 8 de agosto, as audiências de reconhecimento de paternidade e a coleta de material para exame de DNA são oferecidas durante todo o ano.
Durante as audiências, as partes poderão formalizar o reconhecimento espontâneo da paternidade. Quando houver dúvidas sobre o vínculo biológico, será possível agendar a coleta de material genético para a realização do exame de DNA.
Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, certidão de nascimento e cartão do SUS da criança, além do maior número possível de informações sobre o suposto pai, principalmente telefone para contato.
O Mutirão Pai Presente é coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, em parceria com o Governo do Estado, Ministério Público, Defensoria Pública e Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT).
A iniciativa integra o movimento nacional Pai Presente, criado para ampliar o reconhecimento da paternidade e garantir às crianças e adolescentes direitos fundamentais, como identidade, cidadania e acesso aos benefícios legais decorrentes da filiação.
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