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Golpe

Justiça bloqueia bens de dupla suspeita de desviar R$ 10 milhões do Grupo Bom Futuro

A Justiça de Cuiabá determinou o bloqueio de bens do encarregado de logística Welliton Dantas e do empresário Vinicius de Moraes Sousa, apontados como responsáveis por um esquema de desvio milionário dentro do Grupo Bom Futuro. A decisão, proferida durante o plantão judicial deste sábado (15), atende parcialmente a um pedido de tutela de urgência feito pela empresa, que estima prejuízo superior a R$ 10 milhões provocado pela dupla ao longo de dois anos.

Welliton e Vinicius foram presos em flagrante na quinta-feira (13), acusados de montar uma estrutura fraudulenta usando a empresa de fachada VS Transporte Bovinos Ltda. O esquema consistia na emissão e liberação de CTEs (Conhecimentos de Transporte Eletrônico) relativos a serviços que nunca foram prestados. A fraude era possível graças ao acesso interno de Welliton ao setor de logística, oferecendo aparência de legitimidade a notas duplicadas ou inexistentes.

Confissão detalha a fraude

Em depoimento prestado ao delegado Pablo Carneiro, da Delegacia de Estelionatos, Welliton confessou a prática e explicou que o grupo utilizava notas internas de movimentação de gado que não exigem CTE como base para criar documentos falsos. Vinícius, responsável por fretes reais da Bom Futuro, emitia CTEs em nome da VS Transporte Bovinos como se os serviços tivessem ocorrido. Em seguida, Welliton aprovava o pagamento no sistema.

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O encarregado afirmou ainda que parte dos valores desviados foi aplicada em investimentos na XP Investimentos, em montante estimado entre R$ 500 mil e R$ 600 mil. Ele também adquiriu veículos de luxo e imóveis nos últimos anos, incluindo um Volvo 2025, um Hyundai Creta, um apartamento na planta e dois lotes na região da Guia.

Tentativa de novo golpe levou à prisão

Um dia antes da prisão, a dupla tentou liberar um novo pagamento fraudulento de R$ 295.830, movimento que, segundo a empresa, comprovou que o esquema seguia ativo. A própria Bom Futuro detectou inconsistências e acionou a polícia, resultando na prisão preventiva de ambos após audiência de custódia.

Bloqueio de bens

A Justiça determinou a indisponibilidade de bens móveis dos acusados e da empresa ligada ao esquema. O objetivo é assegurar eventual ressarcimento diante do elevado prejuízo estimado pela Bom Futuro. A decisão está sob sigilo judicial.

Além disso, Welliton confirmou ao delegado que na mesma semana havia liberado outro pagamento no valor aproximado de R$ 210 mil, mais um indício da continuidade das fraudes.

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Presos e sem outros envolvidos

O encarregado negou envolvimento de terceiros e afirmou que outros funcionários desconheciam a fraude. Declarou arrependimento e disse estar disposto a responder pelo que fez.

O Grupo Bom Futuro continua colaborando com as investigações, enquanto a Polícia Civil apura se há ramificações adicionais do esquema ou se o montante desviado pode ser ainda maior.

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Golpe

Banco alerta sobre golpe na hora do Pix e evita homem perder R$ 70 mil em compra de Hilux

Um homem procurou a Polícia Civil após escapar de um golpe durante a negociação para compra de uma caminhonete Hilux anunciada em Sinop. O caso foi registrado como tentativa de estelionato e envolveu ainda ameaças feitas contra a vítima após a fraude ser descoberta.

Segundo a vítima, ele estava negociando a compra da Hilux e pediu a um amigo, morador de Sinop, que verificasse pessoalmente a caminhonete antes da transferência do dinheiro.

Conforme relato, o amigo entrou em contato com o suposto vendedor, identificado como Gilmar, e combinaram que a caminhonete seria levada até a empresa onde o conhecido trabalha para realização da vistoria.

Durante a negociação, a vítima recebeu fotografias consideradas suspeitas, supostamente mostrando o veículo estacionado em frente à empresa indicada. Pouco depois, passou a receber mensagens de outro número de telefone, onde uma pessoa teria se passado pelo amigo, alegando que o celular dele havia descarregado e afirmando que já havia verificado o veículo, dizendo que “estava tudo certo” para concluir o negócio.

A vítima então tentou realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 70 mil, porém recebeu um alerta emitido pela própria instituição bancária informando se tratar de uma operação com características de possível golpe.

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Desconfiado, cancelou imediatamente a transferência e decidiu entrar em contato diretamente com o verdadeiro amigo, descobrindo que ninguém havia comparecido ao local combinado e que a caminhonete nunca havia sido apresentada.

Ao perceber que se tratava de uma tentativa de golpe, o homem afirmou ter questionado o suposto vendedor sobre a situação. Segundo o relato, após ser confrontado, o suspeito teria feito ameaças, afirmando que abriria diversas empresas em nome da vítima caso fosse registrado boletim de ocorrência.

Segundo a vítima, a chave Pix indicada para receber os R$ 70 mil estaria vinculada a uma pessoa identificada como Yefferson Alexander.

O caso foi registrado na Polícia Civil, que deverá investigar a tentativa de estelionato e as ameaças denunciadas pela vítima.

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