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Entretenimento

Sheron Menezzes faz declaração aos 40 anos: “40 anos com tudo o que desejei!”

A atriz Sheron Menezzes deixa o Rio de Janeiro bem cedinho rumo a São Paulo, onde em seu dia de folga das gravações da novela das sete, Vai na Fé, posa para este ensaio de capa antes de correr para a sede local da TV Globo e participar de uma gravação. Com o relógio cronometrado para que ela ainda possa voltar para casa a tempo de aproveitar o restinho da noite ao lado do filho, Benjamin, de 5 anos, a atriz é decidida e direta nas escolhas dos looks, poses, beleza e fotos com a equipe.

“As pessoas acham que a mulher preta tem que concordar com tudo e aceitar tudo. Quando veem uma mulher preta que questiona e sabe o que quer, a chamam de arrogante. Se fosse uma branca, ela seria vista como uma mulher decidida”, analisa.

Nos 39 anos de vida, a gaúcha foi educada a ser uma mulher segura, independente e consciente de suas qualidades. A mãe, Veralinda Menezes, criou um livro de conto de fadas de uma princesa negra chamada Violeta para a filha ter uma referência de beleza e protagonismo, assim como as outras meninas.

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“Tenho uma criação muito sólida de uma mãe que batalhou muito para que eu e meus irmãos estivéssemos no lugar que estamos hoje. Uma das metas da minha mãe era formar uma mulher que se amasse do jeito que é e que tivesse uma boa autoestima desde pequena para conviver naquele meio sulista, de classe média e de escolas particulares. Minha mãe sempre me dizia que eu era linda, que minha cor era maravilhosa, que a minha boca tinha um formato lindo… Ela criou essa princesa Violeta para que eu me identificasse. Fui sendo fortalecida e crescendo com essa segurança que tenho hoje”, explica.

Fonte: TOP FAMOSOS

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Cultura

Flor Ribeirinha conquista pentacampeonato mundial e leva o siriri de MT ao topo do folclore internacional

O grupo Flor Ribeirinha voltou a colocar Mato Grosso em destaque no cenário cultural internacional ao conquistar, neste sábado (1º), o pentacampeonato do Campeonato Mundial de Folclore, realizado em Istambul, na Turquia. A vitória no 27º Festival Mundial consolida a companhia como uma das maiores representantes da cultura popular brasileira no exterior e reforça a força do siriri como patrimônio cultural do Estado.

Representando o Brasil diante de grupos folclóricos de diversos países, o Flor Ribeirinha apresentou um espetáculo inspirado nas tradições de Mato Grosso, reunindo música, dança, figurinos coloridos e elementos culturais da comunidade de São Gonçalo Beira Rio, em Cuiabá, onde o grupo foi fundado há mais de três décadas.

Emocionado após o anúncio do resultado, o diretor cultural da companhia, Avinner Silva, afirmou que o título simboliza a realização de um sonho construído ao longo dos anos.

“O pentacampeonato representa a realização de um sonho e é fruto da história de amor que o grupo construiu com a cultura popular e com esse trabalho desenvolvido ao longo de tantos anos”, destacou.

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Nas redes sociais, o próprio Flor Ribeirinha celebrou a conquista destacando a trajetória do grupo.

“Do quintal de São Gonçalo Beira Rio para o topo do mundo: o nosso siriri, a nossa viola de cocho e a nossa energia mato-grossense encantaram o planeta mais uma vez”, publicou a companhia.

Tradição reconhecida

A apresentação vencedora foi realizada na última quarta-feira (29), quando o grupo levou ao palco internacional um espetáculo baseado nas manifestações culturais mato-grossenses, valorizando ritmos tradicionais, danças típicas e figurinos inspirados na identidade regional.

A companhia nasceu na comunidade de São Gonçalo Beira Rio, um dos principais berços da cultura popular cuiabana, e foi fundada por Dona Domingas da Silva, considerada uma das maiores referências na preservação do siriri e do cururu.

Segundo integrantes do grupo, a preparação para o campeonato envolveu meses de ensaios e pesquisas para construir uma apresentação capaz de emocionar o público e, ao mesmo tempo, representar com fidelidade as tradições culturais de Mato Grosso.

Para Dona Domingas, cada participação internacional representa o reconhecimento de uma trajetória construída com dedicação e compromisso com a cultura popular.

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História de títulos

O título conquistado em Istambul amplia uma sequência de resultados que transformou o Flor Ribeirinha em referência mundial do folclore.

A primeira conquista internacional ocorreu em 2017, também na Turquia. Depois vieram os títulos na Polônia (2021), Bulgária (2022) e Coreia do Sul (2023).

Agora, de volta à Turquia, o grupo alcança o quinto título mundial e reafirma a capacidade da cultura mato-grossense de conquistar reconhecimento em diferentes continentes.

Mais do que uma vitória em um festival, o pentacampeonato representa a valorização das manifestações populares brasileiras e fortalece a imagem de Mato Grosso como um importante produtor de cultura, tradição e identidade regional. (Diário de Cuiabá)

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