Educação
Mais de 14,5 mil faltaram no primeiro dia de Enem em MT

O Enem é o principal processo seletivo para acesso à universidade
O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve uma abstenção de 28,4% nas provas presencial e digital. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Em todo Brasil, a abstenção no primeiro dia de provas foi de 26%.
O Enem Digital foi o que teve o maior índice ausência dos estudantes no Estado, com 49,3% dos 1.885 inscritos, o que representa 929.
Na prova impressa, foram 49.170 inscritos e 27,7% ausentes, o que representa 13.620.
Somando-se as abstenções do digital e impresso, o número total chega a 14.549. Ao todo, 50.099 pessoas se inscreveram para as duas modalidades de prova em Mato Grosso.
Neste domingo (21) foram aplicadas questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias e a Redação, que teve como tema “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”.
Em Mato Grosso, a prova impressa foi aplicada em 57 municípios, com 183 locais diferentes. A versão digital chegou em apenas três cidades e em 10 locais de provas.
No próximo domingo (28) serão aplicadas questões de ciências da natureza e matemática e suas tecnologias.
FONTE: MÍDIA NEWS
Educação
Articulação política de Rosa Neide foi decisiva para possível chegada da UFMT a Diamantino

A autorização do Ministério da Educação (MEC) para a criação de um campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Diamantino representa um marco histórico para o município — e também o resultado de uma articulação política construída ao longo dos anos, com destaque para a atuação da ex-deputada federal Rosa Neide.
Reconhecida por sua defesa da educação pública, Rosa Neide foi uma das principais responsáveis por abrir caminhos em Brasília para a interiorização do ensino superior em Mato Grosso. Durante seu mandato, a ex-parlamentar atuou diretamente junto ao MEC e à UFMT para viabilizar projetos de expansão universitária no estado, incluindo a proposta que agora começa a se concretizar em Diamantino.
A confirmação mais recente desse avanço ocorreu na quarta-feira (18), quando o prefeito Chico Mendes esteve em Brasília acompanhado da reitora da UFMT, Marluce Souza e Silva, em reunião com o ministro da Educação, Camilo Santana. Na ocasião, o MEC autorizou oficialmente o início do processo de implantação do campus no município.

Embora a autorização represente um passo fundamental, a criação da unidade ainda seguirá etapas técnicas e institucionais. A UFMT realizará um estudo detalhado para identificar a demanda regional e definir quais cursos poderão ser ofertados, levando em consideração as necessidades da população, a vocação econômica local e a viabilidade acadêmica.
Após essa fase, o projeto será submetido aos órgãos colegiados da universidade, responsáveis pela análise e aprovação final, conforme os trâmites internos.
Para o prefeito Chico Mendes, a conquista tem impacto direto no desenvolvimento da cidade. “Este é um momento histórico para Diamantino. A implantação de um campus da UFMT representa mais oportunidades para a nossa população, especialmente para os nossos jovens, que poderão acessar o ensino superior público sem precisar sair do município”, afirmou.
A reitora Marluce Souza e Silva destacou que a expansão será conduzida com responsabilidade. Segundo ela, a universidade busca ampliar o acesso ao ensino superior sem comprometer a estrutura já existente. “A UFMT tem compromisso com a expansão do ensino superior público em Mato Grosso, especialmente em municípios estratégicos como Diamantino. No entanto, essa expansão precisa ocorrer com responsabilidade, assegurando recursos de servidores e de custeio”, explicou.
Apesar de ainda não haver definição sobre os cursos, a expectativa é que a futura unidade atenda demandas estratégicas da região.
Legado político e educacional
A consolidação do campus em Diamantino reforça o legado de Rosa Neide na defesa da educação pública e na interiorização do ensino superior. Sua atuação foi fundamental para colocar o município no radar das políticas educacionais federais, demonstrando como a articulação política pode transformar demandas locais em políticas públicas concretas.
Com a autorização do MEC, o projeto avança para uma nova fase — e Diamantino se aproxima de um futuro em que o acesso à universidade pública estará mais próximo da realidade de seus jovens.
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