Educação
Inscrições para Vestibular Especial da Unemat encerram na sexta-feira (7)

Encerram nesta sexta-feira (7) as inscrições para o Vestibular Especial 2024/2 da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), para ingresso no segundo semestre de 2024.
Ainda estão abertas as inscrições para três cursos no período noturno: bacharelado de Agronomia em Colíder, licenciatura em Educação Escolar Quilombola em Nossa Senhora do Livramento e segunda licenciatura em Educação Bilíngue de Surdos em Cáceres.
O curso em Cáceres é uma segunda licenciatura, sendo necessária graduação em uma licenciatura para ingresso no curso.
As vagas em Nossa Senhora do Livramento são ofertadas preferencialmente aos povos quilombolas de Mato Grosso.
INSCRIÇÕES
As inscrições serão feitas somente pela internet, até sexta-feira, 9 de junho. As inscrições destes cursos custam R$ 60.
O edital pode ser acessado clicando aqui.
SELEÇÃO
O Processo Seletivo será por análise curricular do Histórico Escolar ou documento oficial equivalente do Ensino Médio, Técnico, Educação de Jovens e Adultos, certificado pelo ‘Provão’ ou certificado pelo Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), conforme critérios estabelecidos nos itens 8 e 9 edital, que pode ser acessado clicando aqui.
VAGAS
A Unemat adota sistema de ações afirmativas: todos os cursos oferecidos destinam vagas para estudantes oriundos de escolas públicas, dentro das quais são ofertadas as vagas para candidatos negros, indígenas e com deficiência, ou seja, as pessoas que concorrem a estas vagas também devem ter estudado em escola pública.
As cotas para candidatos negros incluem negros de pele escura (pretos) e negros de pele clara (pardos).
Cursos com 50 vagas, como é o caso de Agronomia em Colíder, reservam 30 vagas para alunos de escola pública, das quais 13 são para pretos e pardos, 2 para indígenas e 1 para pessoas com deficiência, com 14 para os demais candidatos de escola pública. 20 vagas serão destinadas à ampla concorrência.
Os cursos de Educação Escolar Quilombola e Educação Bilíngue de Surdos ofertam 30 vagas, sendo 10 para alunos de escola pública: 4 para negros, 1 para indígenas, 1 para pessoas com deficiência e 4 para demais estudantes de escola pública. 15 vagas serão reservadas para professores da rede pública da educação básica ou das redes de formação por alternância que já atuem na área do curso sem possuir a formação adequada. A ampla concorrência terá 5 vagas.
RESULTADO
O resultado preliminar será divulgado a partir do dia 2 de julho, com interposição de recursos no dia 3 de julho e resultado final no dia 12 de julho.
O cronograma de atividades e os procedimentos para realização da matrícula serão divulgados posteriormente em edital complementar.
O período letivo terá início em agosto.
Todas as informações sobre as etapas do Vestibular e seus editais podem ser acessadas em vestibular.unemat.br
DÚVIDAS
Qualquer dúvida, basta entrar em contato com a Diretoria de Gestão de Concurso e Vestibulares (Covest) pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (65) 98120-0095
CONFIRA QUAIS SÃO OS NOSSOS CURSOS:
Agronomia (Noturno): Colíder
Educação Escolar Quilombola (Noturno): Nossa Senhora do Livramento
Educação Bilíngue de Surdos (2ª Licenciatura, Noturno): Cáceres
CONFIRA ONDE ESTÃO OS NOSSOS CURSOS:
Cáceres: Educação Bilíngue de Surdos (2ª Licenciatura, Noturno)
Colíder: Agronomia (Noturno)
Nossa Senhora do Livramento: Educação Escolar Quilombola (Noturno)
Educação
Articulação política de Rosa Neide foi decisiva para possível chegada da UFMT a Diamantino

A autorização do Ministério da Educação (MEC) para a criação de um campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Diamantino representa um marco histórico para o município — e também o resultado de uma articulação política construída ao longo dos anos, com destaque para a atuação da ex-deputada federal Rosa Neide.
Reconhecida por sua defesa da educação pública, Rosa Neide foi uma das principais responsáveis por abrir caminhos em Brasília para a interiorização do ensino superior em Mato Grosso. Durante seu mandato, a ex-parlamentar atuou diretamente junto ao MEC e à UFMT para viabilizar projetos de expansão universitária no estado, incluindo a proposta que agora começa a se concretizar em Diamantino.
A confirmação mais recente desse avanço ocorreu na quarta-feira (18), quando o prefeito Chico Mendes esteve em Brasília acompanhado da reitora da UFMT, Marluce Souza e Silva, em reunião com o ministro da Educação, Camilo Santana. Na ocasião, o MEC autorizou oficialmente o início do processo de implantação do campus no município.

Embora a autorização represente um passo fundamental, a criação da unidade ainda seguirá etapas técnicas e institucionais. A UFMT realizará um estudo detalhado para identificar a demanda regional e definir quais cursos poderão ser ofertados, levando em consideração as necessidades da população, a vocação econômica local e a viabilidade acadêmica.
Após essa fase, o projeto será submetido aos órgãos colegiados da universidade, responsáveis pela análise e aprovação final, conforme os trâmites internos.
Para o prefeito Chico Mendes, a conquista tem impacto direto no desenvolvimento da cidade. “Este é um momento histórico para Diamantino. A implantação de um campus da UFMT representa mais oportunidades para a nossa população, especialmente para os nossos jovens, que poderão acessar o ensino superior público sem precisar sair do município”, afirmou.
A reitora Marluce Souza e Silva destacou que a expansão será conduzida com responsabilidade. Segundo ela, a universidade busca ampliar o acesso ao ensino superior sem comprometer a estrutura já existente. “A UFMT tem compromisso com a expansão do ensino superior público em Mato Grosso, especialmente em municípios estratégicos como Diamantino. No entanto, essa expansão precisa ocorrer com responsabilidade, assegurando recursos de servidores e de custeio”, explicou.
Apesar de ainda não haver definição sobre os cursos, a expectativa é que a futura unidade atenda demandas estratégicas da região.
Legado político e educacional
A consolidação do campus em Diamantino reforça o legado de Rosa Neide na defesa da educação pública e na interiorização do ensino superior. Sua atuação foi fundamental para colocar o município no radar das políticas educacionais federais, demonstrando como a articulação política pode transformar demandas locais em políticas públicas concretas.
Com a autorização do MEC, o projeto avança para uma nova fase — e Diamantino se aproxima de um futuro em que o acesso à universidade pública estará mais próximo da realidade de seus jovens.
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