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Delegada acusada de advogar para o PCC é presa em São Paulo

Uma delegada recém-empossada foi presa nesta sexta-feira (16), em São Paulo, durante uma operação do Ministério Público, sob suspeita de advogar para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de manter vínculos com a facção criminosa.

Segundo as investigações, Layla Lima Ayub mantinha relação pessoal e profissional com membros do grupo criminoso. Ela também é suspeita de exercer irregularmente a advocacia, mesmo após assumir o cargo de delegada, atuando em audiências de custódia na defesa de presos ligados a organizações criminosas.

A reportagem tenta localizar a defesa da investigada.

Layla tomou posse no dia 19 de dezembro do ano passado, em solenidade realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Na ocasião, conforme imagens divulgadas nas redes sociais, ela estava acompanhada do namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”. Ele é apontado por autoridades da Região Norte como integrante do PCC e um dos chefes do tráfico de armas e drogas em Roraima.

A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão temporária da delegada e do companheiro. O casal é investigado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá (PA). Um dos alvos foi a Academia da Polícia Civil, no bairro do Butantã, Zona Oeste da capital, onde Layla mantinha um armário.

O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio Costa, comentou o caso. “Além da economia formal, o crime organizado também tem buscado se infiltrar em carreiras públicas e estruturas do Estado. Mas, em São Paulo, graças aos setores de inteligência, isso tem sido coibido”, afirmou.

De acordo com o Ministério Público, em 28 de dezembro, apenas nove dias após tomar posse como delegada, Layla teria atuado como advogada na defesa de um dos quatro integrantes do PCC presos em flagrante pela Polícia Militar em Rondon do Pará, a 523 quilômetros de Belém.

A conduta é proibida tanto pelo Estatuto da Advocacia quanto por normas estaduais, que vedam a delegados de polícia o exercício da advocacia privada.

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) suspeitam que Layla utilizava o cargo para favorecer interesses da facção, tendo acesso a inquéritos e bancos de dados com informações restritas.

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As investigações também apontam que ela e o namorado teriam adquirido uma padaria no bairro de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, com dinheiro de origem ilícita, usando o nome de um “laranja” para ocultar a real propriedade do negócio.

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É Direito

TJMT mantém expediente e prazos suspensos com sistemas ainda fora do ar

 

Medida foi mantida após incidente de segurança atingir parte da infraestrutura tecnológica da Corte

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) permanecerá com o expediente e os prazos processuais suspensos nesta terça-feira (22), pelo segundo dia consecutivo, enquanto equipes técnicas trabalham para restabelecer os sistemas informatizados da Corte.

A prorrogação foi determinada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira. Com isso, a paralisação alcança processos físicos e eletrônicos, tanto no primeiro quanto no segundo grau.

 

A indisponibilidade começou na segunda-feira (21), após o Tribunal identificar um “incidente de segurança” envolvendo parte de sua infraestrutura tecnológica. Como medida preventiva, plataformas institucionais, entre elas o Processo Judicial Eletrônico (PJe), foram retiradas temporariamente do ar.

Além da interrupção dos sistemas, o TJMT adotou medidas de proteção, como redefinição de credenciais e restrição de acessos considerados sensíveis. Equipes especializadas, com apoio de parceiros técnicos, continuam analisando o episódio e trabalhando na recuperação dos serviços.

Segundo o Tribunal, até o momento não foram encontrados indícios de uso indevido de dados relacionado ao incidente nem sinais de comprometimento dos mecanismos de backup. A previsão é que a retomada das plataformas seja feita gradualmente, depois das verificações técnicas e de segurança.

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Com a nova portaria, os prazos processuais que começariam ou terminariam nesta terça-feira serão prorrogados para o primeiro dia útil seguinte. Audiências e sessões de julgamento previstas para a data também deverão ser remarcadas pelas respectivas unidades, com comunicação às partes e aos advogados.

Apesar da suspensão, serviços essenciais, atividades urgentes ou inadiáveis e o plantão judiciário continuam funcionando. Enquanto os sistemas estiverem indisponíveis, demandas urgentes poderão ser recebidas por meio físico ou por outro canal disponível.

Ainda não há informação oficial sobre quando todos os sistemas do Judiciário estadual estarão novamente disponíveis.

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