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Diamantino

Juíza interdita parcialmente Cadeia Pública de Diamantino por superlotação

A Vara Criminal da Comarca de Diamantino determinou a interdição parcial da Cadeia Pública do município e proibiu o recebimento de novos presos, diante do quadro de superlotação da unidade. A decisão consta na Portaria nº 01/2026/GAB, assinada em 5 de fevereiro pela juíza Janaína Cristina de Almeida, corregedora da execução penal.

A medida foi adotada após demanda ajuizada pela Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso. A magistrada fundamentou o ato no artigo 66 da Lei de Execução Penal, que autoriza o juízo da execução a interditar estabelecimento prisional que funcione em condições inadequadas.

Pela portaria, fica vedado o ingresso de novos custodiados, mesmo em caráter provisório, com duas exceções: prisões em flagrante ocorridas na própria comarca e cumprimento de mandados expedidos pelo próprio juízo de Diamantino. O descumprimento pode gerar responsabilização civil, criminal e administrativa dos envolvidos.

Capacidade e prazo

A unidade prisional tem capacidade oficial para 32 detentos. A decisão fixou o prazo de 20 dias para que o número de presos seja regularizado, limitando o total ao máximo de 48 custodiados — o equivalente a 50% acima da capacidade — considerando o fluxo de entrada e saída.

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Caso o limite não seja observado, a magistrada advertiu que poderá reavaliar a situação e decretar a interdição total do prédio.

A portaria estabelece que eventual desinterdição só poderá ocorrer por decisão do próprio juízo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso ou do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF).

Também foram determinadas comunicações formais à Corregedoria-Geral da Justiça, à Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP/SESP-MT), ao Ministério Público, à Defensoria Pública e à OAB – Subseção de Diamantino.

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Diamantino

Politec identifica corpo de Paulo encontrado em reserva de eucaliptos em Diamantino

Um trabalho de alta complexidade técnica realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec-MT) permitiu a identificação de um corpo encontrado em avançado estado de decomposição no município de Diamantino. Através do cruzamento de impressões digitais, os peritos confirmaram a identidade de Paulo Cristian Leandro Barboza Braga, de 25 anos, natural de Iacri (SP), que estava desaparecido desde o dia 3 de abril.

O cadáver foi localizado no último dia 7 de maio, ocultado em uma região de reserva florestal de eucaliptos. Devido ao tempo de exposição aos elementos e ao estado do corpo, o reconhecimento visual era inviável, tornando a perícia papiloscópica a via principal para a identificação oficial.

A Ciência contra a Decomposição

Para viabilizar a coleta das digitais em um corpo enterrado há mais de 30 dias, a equipe da Politec aplicou técnicas especializadas de reidratação e recuperação de tecidos. Esse processo laboratorial é necessário para restaurar a textura da pele dos dedos, permitindo o decalque das papilas dérmicas mesmo em condições extremas.

O procedimento, realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Diamantino, levou cerca de 48 horas de dedicação técnica. O trabalho foi conduzido pela papiloscopista Isabela Mendes Pacheco Narita (unidade de Nova Mutum), com o suporte do papiloscopista Osmair de Gois (unidade de Lucas do Rio Verde).

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