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Godoberto Dreher pede exoneração após oito meses como Chefe de Gabinete

Mais uma mudança foi registrada no alto escalão da Prefeitura de Diamantino/MT nesta segunda-feira (04), com o pedido de exoneração do agora ex-chefe de gabinete Godoberto Dreher, que ocupava o cargo desde o início do ano. A decisão, segundo o próprio, foi motivada por razões pessoais e familiares, especialmente pela distância entre Diamantino e Nova Mutum/MT, onde reside.

Durante os oito meses em que esteve à frente do gabinete do prefeito Chico Mendes, Godoberto conduziu projetos de grande relevância para a cidade, como as tratativas para instalação das sedes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e Politec, além do apoio na implementação do sistema de videomonitoramento urbano e no planejamento da Escola Militar.

Conhecido pela habilidade política e pelo trânsito junto a lideranças locais e estaduais, Godoberto ocupava uma função estratégica, que exige confiança direta do chefe do Executivo. Sua saída é considerada uma perda significativa em um momento em que a administração enfrenta desafios de articulação e direcionamento interno.

Nos bastidores, fontes ouvidas pela reportagem confirmaram que, além da distância geográfica, a rotina intensa e a necessidade de estar mais próximo da família pesaram na decisão do ex-chefe de gabinete. A exoneração oficial deve ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial dos Municípios.

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Com a saída, a expectativa é de que o novo nome a assumir a chefia de gabinete mantenha o canal de diálogo aberto com a Câmara de Vereadores e com a sociedade, seguindo o modelo conciliador adotado por Godoberto durante sua gestão.

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Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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