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PM e Funai vigiam terra indígena em MT por ordem da Justiça para evitar invasão e novo conflito armado

Policiais militares de Juína, a 737 km de Cuiabá, e uma equipe da Fundação Nacional do Índio (Funai) fazem a proteção da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá por determinação da Justiça Federal.

Os povos indígenas, da etnia Kawahiva, vivem isolados nessa região.

O processo tem a missão de garantir a vida do povo isolado, que depende do território para a sobrevivência.

A área foi declarada de posse permanente do povo Kawahiva pela Portaria 481 do Ministério da Justiça, no dia 20 de abril de 2016.

Em outubro do ano passado, indígenas, possivelmente em conjunto com madeireiros, invadiram a base da Funai em Colniza, gerando confronto armado, o que resultou na morte de um indígena e ferimentos em outros.

À época, um efetivo da Força Nacional ficou no local por aproximadamente 30 dias entre outubro e novembro.

Foi encaminhado então ofício à presidência da Funai solicitando que fosse providenciado reforço de segurança na base.

De acordo com a Polícia Militar, índios invadiram a base da Funai atirando e quebraram cadeados da unidade.

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O motivo do conflito seria a reivindicação de uma área na região. A sede da Funai está localizada próximo a terra indígena Kawahiva.

Durante o ano 2018 também foram realizadas outras 14 ações de fiscalização na terra indígena. A ação contou com representantes do Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso, a Polícia Federal (PF) e a Justiça Federal.

Isolados

Referências sobre os Kawahiva no noroeste de Mato Grosso existem desde 1750. Desde então, diz-se que tiveram contato com eles desbravadores como Marechal Cândido Rondon e o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss.

A área foi delimitada em portaria da Funai publicada pelo Diário Oficial da União (DOU) somente em 2007, medida que automaticamente restringiu o direito de locomoção de não-índios pelo local.

G1 MT

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Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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