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Escola Técnica de Diamantino cresceu 300% em 2015 e quer avançar mais em 2016

Cresceram os números de alunos e cursos oferecidos. Para 2016 o objetivo é continuar o progresso e atender mais municípios vizinhos.
O prefeito de Diamantino, Juviano Lincoln, recebeu o diretor da escola técnica estadual Luiz Miguel Cardoso que explicou o salto da instituição que até junho de 2015 oferecia três cursos técnicos, Agropecuária, Edificações e Segurança do Trabalho, totalizando 48 vagas no município. Já no segundo semestre do ano foram abertas mais turmas, somando sete, e subindo o número de oportunidades para 188, mas com um diferencial, duas classes de Agropecuária para 80 alunos foram inauguradas em São José do Rio Claro.

Outro diferencial foram as sete parcerias firmadas com empresas privadas para realização de estágios nos setores de Veterinária, Horticultura, Mecanização Agrícola e Piscicultura, que aconteceram no segundo semestre de 2015.
Para o diretor da unidade escolar, os números atuais são significativos, porém nada perto da necessidade de qualificação da região, principalmente nas áreas da agricultura familiar.

“O avanço da ETE Diamantino está na equipe técnica comprometida em fazer um trabalho bom e transparente, fruto do respaldo dado pela secretária de Ciência e Tecnologia, Luzia Helena e do governador Pedro Taques. Para 2016 temos a garantia de crescimento de, no mínimo, mais 106% no início do ano”, enfatizou Miguel.
“Fico extremamente feliz em ver o aumento de alunos que saltou de 48 para 190 e agora para 400”, mencionou o prefeito Juviano Lincoln, ao mensurar que é muito gratificante ver o avanço acontecer.

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Numa parceria com o Governo Municipal de Diamantino, a escola técnica funcionará em 2016 em prédio compartilhado na Universidade Aberta do Brasil (UAB), localizado na antiga escola agrícola e já planeja expansão com novos anexos.
Somente em Diamantino serão ofertadas 120 vagas nos cursos de Recursos Humanos (RH), Segurança do Trabalho e Agropecuária, todos no período noturno para o público que já terminou o Ensino Médio.

De acordo com o diretor, o seletivo para contratação de professores está finalizando, o próximo passo, previsto até março é para matrícula dos alunos.
Também participaram da reunião que pontuou o crescimento da escola técnica estadual em Diamantino, o vereador Edson da Silva ‘Giripoca’ e o coordenador Fernando da Silva.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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Clima

Super El Niño pode elevar custos da indústria e pressionar produção em Mato Grosso

Estudo aponta risco de quebra de safra, alta no preço dos alimentos, aumento do custo da energia e impactos na logística caso o fenômeno climático se intensifique nos próximos meses

A indústria de Mato Grosso poderá enfrentar um cenário de aumento de custos e dificuldades no abastecimento de matérias-primas caso o Super El Niño se fortaleça nos próximos meses. O alerta é do Observatório de Mato Grosso, vinculado ao Sistema Fiemt, que aponta que a irregularidade das chuvas, as temperaturas acima da média e o risco de déficit hídrico podem comprometer a produção agropecuária e afetar toda a cadeia industrial do estado.

Segundo o coordenador do Observatório de Mato Grosso, Leonardo Zardo, acompanhar a evolução do fenômeno é essencial para que as empresas possam antecipar riscos e adotar medidas de adaptação.

“Os eventos climáticos extremos deixaram de ser uma possibilidade distante e passaram a fazer parte do planejamento estratégico das empresas. Nosso papel é transformar dados em inteligência para que a indústria possa tomar decisões mais assertivas, reduzir riscos e aumentar sua capacidade de adaptação diante de cenários cada vez mais desafiadores”, afirmou.

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O estudo destaca que a agroindústria, um dos principais motores da economia mato-grossense, está entre os setores mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno. Uma eventual redução da produtividade no campo poderá diminuir a oferta de matérias-primas, aumentar a volatilidade dos mercados agrícolas e elevar os custos de produção das indústrias.

Além disso, uma possível quebra de safra tende a pressionar os preços dos alimentos. O levantamento também alerta que a redução dos níveis dos reservatórios pode ampliar o uso de usinas termelétricas, elevando o custo da energia elétrica para empresas e consumidores. A logística também pode ser afetada, com aumento dos custos operacionais e perda de competitividade da indústria.

Para Mato Grosso e os demais estados do Centro-Oeste, a previsão é de chuvas irregulares, veranicos, temperaturas acima da média e maior risco de déficit hídrico durante o inverno de 2026. O estudo explica que o El Niño é provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e passa a ser classificado como Super El Niño quando esse aquecimento supera 2°C acima da média histórica por período prolongado. O último episódio dessa intensidade ocorreu entre 2015 e 2016.

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Observatório amplia maturidade técnica

O levantamento também destaca a evolução do Observatório de Mato Grosso, que alcançou 71,25% de maturidade técnica, sendo classificado como de nível médio-alto pela Rede de Observatórios do Sistema Indústria (ROSI).

De acordo com Leonardo Zardo, o avanço consolida o Observatório como uma ferramenta estratégica para o setor produtivo, oferecendo estudos, indicadores e análises que auxiliam empresários e lideranças na tomada de decisões baseada em evidências.

O índice representa uma evolução significativa em relação a 2023, quando o Observatório registrava 34,8% de maturidade. Em 2025, o percentual subiu para 61,1% e, na avaliação de 2026, atingiu 71,25%, refletindo avanços em gestão, infraestrutura, equipe, ativos de conhecimento e portfólio.

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