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Cuiabá

Sesp e demais órgãos públicos definem estratégias finais de segurança para o show do Guns N’ Roses

Axl Rose (L) and Slash of the band “Guns N´ Roses” perform during the Vive Latino 2020 festival at the Foro Sol in Mexico City, on March 14, 2020. – The festival is carried out with extreme health measures to avoid the spread of the coronavirus, COVID-19. (Photo by Alejandro MELENDEZ / AFP) (Photo by ALEJANDRO MELENDEZ/AFP via Getty Images)

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) realizou, nesta quinta-feira (30.10), a última reunião geral da Câmara Temática de Grandes Eventos, que definiu as estratégias de segurança para o show internacional da banda Guns N’ Roses, na Arena Pantanal, em Cuiabá. A apresentação irá ocorrer nesta sexta-feira (31) e deve reunir mais de 40 mil pessoas. 25 mil delas vem de outras cidades e estados.

A reunião contou com a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Ministério Público, Juizado Especial, Procon Municipal e Prefeitura de Cuiabá, por meio das secretarias de Mobilidade, Segurança e Defesa Civil, além dos organizadores do evento.

O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Fernando Augustinho, destaca que a Câmara Temática de Grandes Eventos, vinculada ao Gabinete de Gestão Integrada (GGI), busca planejar ações estratégicas de segurança em eventos com grande concentração de público, reunindo diferentes instituições e órgãos parceiros.

“Cada instituição fica ciente de suas atribuições, considerando o grande público, de mais de 40 mil pessoas, o que exige planejamento para prever eventuais demandas que possam surgir durante o evento. É importante que tudo esteja bem definido: o fluxo de pessoas, a organização dos estacionamentos, os acessos, entradas e saídas, enfim, todos os aspectos que envolvem o desenrolar desses grandes eventos. O objetivo é garantir que o público possa participar de forma segura e tranquila”, afirmou o coronel.

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O diretor adjunto de Saúde do Corpo de Bombeiros, tenente coronel Jean Oliveira, explica que a instituição atua desde a preparação do evento na parte de segurança contra incêndio, pânico, até no planejamento operacional para mitigar possíveis incidentes de grande complexidade.

“Toda a preparação do Corpo de Bombeiros é feita de forma prévia e planejada, porque nós temos alguns vieses de trabalho. Um deles é a parte de segurança contra incêndio e pânico, que é realizada pelo Comando Regional, responsável pela aprovação do projeto que envolve a estrutura de segurança, arquibancadas, camarotes, estruturas temporárias e a parte de emergências, para que em situação de emergência, a evacuação seja rápida. Esse processo é feito antecipadamente, com a apresentação do projeto pela empresa produtora e a análise técnica da nossa equipe, que faz toda a avaliação e, posteriormente, aprova o projeto. A segunda fase é a vistoria, que ocorre momentos antes do evento, para garantir a segurança de toda a estrutura”, afirma.

Ainda conforme o diretor adjunto, há também o viés operacional. “Esse é um planejamento mais robusto, voltado à segurança e à prevenção durante o evento, para minimizar e mitigar a possibilidade de incidentes de grande vulto. No entanto, nenhuma prevenção é 100%, então, além do planejamento preventivo, também elaboramos o planejamento assistencial, ou seja, caso algo ocorra, o que deve ser feito?”, explica.

Oliveira ressalta que o Corpo de Bombeiros reforçou toda a sua estrutura operacional na Baixada Cuiabana, com o intuito de melhorar o atendimento diante da grande movimentação de pessoas que ocorrerá na cidade como um todo, além do fluxo nas rodovias, principalmente a Estrada da Guia (MT-010) e a Estrada de Chapada (MT-251), com o objetivo de prevenir grandes acidentes e, caso ocorram, garantir um atendimento rápido, ágil e qualificado.

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Durante o evento, o Corpo de Bombeiros estará presente com toda a estrutura de resgate para realizar atendimentos pré-hospitalares, tanto em emergências clínicas quanto traumáticas, além das equipes voltadas à segurança contra incêndio e pânico.

“Estaremos com cerca de 120 militares e várias viaturas de resgate posicionadas em pontos estratégicos nas imediações da Arena Pantanal, bem como em locais estratégicos das rodovias, visando possíveis ocorrências durante o deslocamento do público que vem do interior para prestigiar o evento na capital”, finaliza o bombeiro militar.

Por parte da Polícia Militar, as ações de segurança tiveram início na segunda-feira (27), durante a montagem do palco e a chegada dos trabalhadores, e foram intensificadas na quarta-feira (29) em razão da proximidade do show e do aumento no fluxo de fãs nos arredores da Arena Pantanal.
Mais de 900 policiais militares estão empregados em ações diretas de policiamento relacionadas ao evento, sendo o maior efetivo de segurança que atuará dentro de todos os cinco shows da banda no Brasil.

Para isso, contará com efetivos do 10º Batalhão da PM e outras unidades de áreas de Cuiabá, do Quartel do Comando-Geral, Forças Táticas (dos Comandos Regionais de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Primavera do Leste), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão Rotam, Cavalaria (de Cuiabá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde), Companhia Raio, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Batalhão de Trânsito e Patrulha Maria da Penha.

“Nós estamos focados em garantir a segurança e a tranquilidade de todos antes, durante e após o evento. Sabemos que cerca de 25 mil pessoas virão de outras cidades, além do público local de Cuiabá, que também receberá atenção especial. Por isso, estamos atuando com força máxima”, explicou o comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar, unidade sediada nas imediações da Arena Pantanal, tenente-coronel Bruno Marcel Souza Tocantins.

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Cidades

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Com buracos abertos e remendos mal executados após intervenções na rede de água e esgoto, o cenário nas ruas de Cuiabá agora ganhou um novo selo. Trechos marcados por obras recorrentes da Águas Cuiabá recebem a inscrição provisório, evidenciando que os reparos podem não durar.

Na rua Traçaia, no cruzamento com a rua Luís de Siqueira, ao lado da Arena Pantanal, no bairro Jardim Primavera, um problema crônico na rede de água e esgoto voltou a causar buracos, lama e vazamentos, e após mais um reparo, recebeu a nova inscrição. A recomposição inadequada do pavimento e a demora na finalização dos serviços acabam comprometendo o benefício esperado das intervenções.

Para Gilberto Linhares, 53, frequentador de uma igreja próxima, o provisório revela, na prática, que a concessionária admite a fragilidade do reparo. Não é só falta de cuidado, é falta de planejamento. Sabem que vai quebrar de novo, mas ainda assim fazem assim, lamenta.

Linhares lembra que o problema é antigo e já se tornou crônico. Todas as vezes que tampam, estoura. Então, fazem isso para enrolar.

No início da via, no trecho com a avenida Agrícola Paes de Barros, vazamentos também já causam danos ao asfalto. Mais à frente, após o ponto provisório, a rua Traçaia apresenta ondulações e irregularidades resultantes de obras anteriores. No cruzamento com a avenida Senador Metello, já no Jardim Cuiabá, outro trecho problemático chama a atenção: o asfalto ao redor de uma tampa do registro geral, que ocupa quase metade da via, está esfarelando, formando uma depressão que dificulta o tráfego.

Na região do Goiabeiras, a avenida Senador Metello também evidencia a precariedade das intervenções. Próximo à avenida Ipiranga, um recorte no asfalto, realizado durante obras de saneamento, deixou uma tampa de esgoto levantada e travada, posicionada bem no meio da pista. O recorte ao redor da tampa, que deveria ter sido recomposto de forma segura, já apresenta afundamento, formando uma depressão.

Até mesmo no Centro

Na região central da capital, onde as ações de saneamento se somam às interdições e às obras do BRT, o impacto é ainda mais visível. A sobreposição de frentes de trabalho intensifica a sensação de desorganização e amplia os transtornos para quem circula diariamente pelo local.

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Na avenida Generoso Ponce, no trecho entre a rua 13 de Junho e a avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), o asfalto recomposto após intervenções realizadas no início de fevereiro apresenta uma sequência de buracos, afundamentos e imperfeições. O trecho, marcado por fluxo intenso de veículos, tornou-se um verdadeiro corredor de obstáculos, exigindo atenção redobrada de motoristas e dificultando a mobilidade na área central.

Para o comerciante Carlos Henrique Souza, 42, que trabalha há mais de uma década na região, o cenário tem afetado diretamente a rotina de quem depende do movimento no Centro. A gente entende que a obra é necessária, mas o problema é como fica depois. Além do transtorno durante a execução, quando há interdições, depois de pronto surgem novos problemas, relata.

Não muito longe dali, na avenida Dom Aquino, também na região central, um buraco profundo se abriu no leito da via, próximo ao meio-fio. A erosão aparenta avançar por baixo da camada de asfalto. A poucos metros, a pavimentação apresenta irregularidades, com remendos mal executados e áreas em que o asfalto já começa a se esfarelar.

Campeã das reclamações

Na avenida Dom Bosco, para comerciantes e quem passa pela região a via já pode ser considerada a campeã em problemas por metro quadrado. A obra, que cortou o eixo da avenida por quilômetros, deixou uma cicatriz no asfalto que, segundo relatos, nunca deixou de apresentar falhas.

O trecho onde foi implantada a rede vive cedendo, com pontos de afundamento, buracos e frequentes rompimentos de água e esgoto. De acordo com comerciantes, o local já teria passado por mais de 10 intervenções para correção, pelo menos neste ano. Arruma hoje, daqui a pouco estoura de novo, relata o empresário Leonardo Schiller, 50, que afirma ter tido uma série de prejuízos em sua loja por causa da situação. De acordo com ele, com as chuvas deste ano a situação piorou e quase toda a semana, o local apresenta problemas.

Relatório vai embasar responsabilização

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas informa que está realizando um levantamento técnico, a pedido do Tribunal de Contas do Estado (TCE), sobre as intervenções no asfalto feitas pela concessionária Águas Cuiabá que resultam em recomposição inadequada de ruas e avenidas. Afirma que o relatório, com a quantificação dos serviços e respectivos valores, deve ser concluído em aproximadamente dois meses e será encaminhado ao TCE para subsidiar a adoção das medidas cabíveis junto à concessionária, que poderá ser responsabilizada pelos custos.

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Em relação à limpeza de bocas de lobo, reposição de tampas quebradas e instalação de tampas em bueiros que estavam abertos, a secretaria informa que os serviços são realizados de forma contínua.

Outro lado

A Águas Cuiabá informa que tem adotado tecnologia para agilizar a recomposição das vias durante o período chuvoso, com a aplicação de pavimento provisório a frio. Explica que o material é utilizado imediatamente após o reparo das tubulações, permitindo a liberação segura da pista, protegendo o solo contra erosões e reduzindo impactos à mobilidade, como no trecho da rua Traçaia com a rua Luís Siqueira, no bairro Jardim Primavera. A concessionária afirma que o pavimento definitivo é executado no prazo de até cinco dias úteis, conforme previsto no contrato de concessão.

Informa ainda que as obras nas avenidas Dom Bosco, Isaac Póvoas e Generoso Ponce seguem em andamento, com a execução das interligações da rede de esgoto. Destaca que, após essa etapa, será realizada a recomposição asfáltica nos trechos trabalhados e a aplicação de microrevestimento, técnica que proporciona melhor acabamento e maior durabilidade ao pavimento.

Em relação às tampas dos Poços de Visita (PVs) nas ruas Traçaia e Senador Metello, a substituição está programada para ser concluída até quinta-feira (18). Já na rua 33, no bairro Três Barras, o ponto citado integra obra de implantação de rede de esgoto em andamento, com pavimentação prevista até quinta-feira (19).

Por meio de nota, a Águas Cuiabá reforçou que todas as obras passam por procedimento de garantia. Caso sejam identificados pontos fora do padrão de qualidade estabelecido, os serviços são reavaliados e refeitos, assegurando a conformidade técnica e a durabilidade das estruturas implantadas.

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