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Clima

Jacaré Cuiabano: filhote de jacaré é visto em ruas de Cuiabá e temporal provoca alagamentos em UBS

Um forte temporal que atingiu Cuiabá entre a tarde de domingo e a madrugada desta segunda-feira (23) provocou alagamentos em unidades de saúde, vias públicas e diversos bairros da capital. A chuva intensa causou acúmulo de água em ruas, avenidas e prédios públicos, além de gerar transtornos temporários no atendimento da rede municipal.

Segundo a Prefeitura de Cuiabá, houve pontos de alagamento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leblon e no Hospital e Pronto-Socorro Municipal. Apesar da situação, o município informou que nenhum paciente foi prejudicado e que os atendimentos já foram retomados normalmente. Equipes de manutenção e limpeza foram acionadas assim que os problemas foram identificados, com caminhões enviados para auxiliar na retirada da água acumulada.

Além dos impactos na rede de saúde, moradores relataram situações inusitadas causadas pela cheia. Um filhote de jacaré foi flagrado em um córrego e também em ruas alagadas da capital, chamando a atenção de populares. A presença do animal é atribuída ao transbordamento de cursos d’água provocado pelo grande volume de chuva.

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Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram diversos pontos da cidade completamente alagados, com motoristas enfrentando dificuldades para trafegar. A Avenida Carmindo de Campos foi um dos locais mais afetados, ficando totalmente tomada pela água. Os veículos precisaram reduzir drasticamente a velocidade, e o deslocamento gerava ondas que atingiam casas próximas.

Diante do cenário, a Defesa Civil emitiu alerta para temporais, com risco de enxurradas, descargas elétricas e novos alagamentos. O órgão orienta a população a evitar áreas inundadas, não atravessar vias com água acumulada e procurar abrigo seguro durante as chuvas. Em situações de emergência, a recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a previsão para a capital indica muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas, com temperaturas variando entre 23 °C e 31 °C.

A prefeitura informou ainda que segue em andamento um programa de limpeza de bocas de lobo como medida preventiva contra alagamentos. A ação prevê a desobstrução completa da rede de drenagem, incluindo caixas de captação, manilhas e tubulações, algumas encontradas com até 95% de obstrução. Em média, são retiradas entre 5 e 7 toneladas de resíduos por boca de lobo.

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Clima

Agosto será de calor acima da média e pouca chuva em Mato Grosso, aponta Inmet

O mês de agosto começa em Mato Grosso mantendo as características típicas da estação seca, mas com um agravante: a atuação de um bloqueio atmosférico que deve elevar ainda mais as temperaturas em grande parte do estado. As projeções atualizadas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam chuva escassa na maior parte do território mato-grossense, com possibilidade de precipitações apenas em pequenas áreas do Pantanal e da região Noroeste.

O principal destaque da previsão é o calor acima da média histórica. Nas regiões Norte e Noroeste do estado, as temperaturas podem ficar até 2°C acima do esperado para o mês de agosto. Já nas demais regiões, os desvios devem variar em até 1,5°C, reforçando o cenário de tempo quente e seco.

No campo, a estiagem deve beneficiar a reta final da colheita do milho safrinha e do algodão. Com a ausência de chuvas, os produtores ganham uma janela favorável para o trabalho das máquinas, reduzindo interrupções nas operações e aumentando a eficiência da colheita.

Por outro lado, as condições climáticas exigirão maior atenção dos agricultores que cultivam feijão irrigado. A combinação de forte insolação, baixa umidade e temperaturas elevadas deve aumentar a demanda por irrigação, exigindo o funcionamento intenso dos pivôs e elevando os custos com energia elétrica e uso de água.

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Além dos impactos na produção agrícola, o tempo seco e o calor intenso acendem o alerta para o aumento do risco de incêndios florestais. Com a vegetação mais ressecada, cresce a preocupação dos órgãos ambientais com a propagação de focos de queimadas, especialmente em áreas de vegetação nativa, exigindo reforço nas ações de prevenção e fiscalização ao longo do mês.

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