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Cidades

Promotor afirma que padrão da UPA Leblon deve ser modelo de unidade pública de saúde: “Que agora essa seja a régua”

O promotor Milton Mattos da Silveira Neto, da 7ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, afirmou que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Jardim Leblon, em Cuiabá, deve ser referência para a saúde pública devido ao padrão de qualidade da estrutura entregue pelo Governo de Mato Grosso, nesta quinta-feira (13.07).

“Como promotor da saúde, ver uma unidade como essa sendo inaugurada é um momento que eu fico muito feliz e eu espero, porque vou ficar nessa Promotoria por muitas décadas, que essa seja a régua e vou fiscalizar para que todas sejam feitas com esse padrão”, destacou.

Ele ressaltou a importância de bons gestores para se ter políticas públicas de resultado.

“A nossa missão é melhorar a saúde, mas como sempre digo nós do Ministério Público não fazemos políticas públicas da Saúde. Quem faz as políticas públicas da Saúde são os políticos, e os bons políticos”, pontuou Silveira.

Para ele, o trabalho conjunto entre o Governo de Mato Grosso, Ministério Público Estadual (MPE), Tribunal de Contas do Estado (TCE), e Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que resultou na intervenção na Saúde de Cuiabá é histórico.

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“Esse é um momento histórico. Todos trabalhando em prol de uma única finalidade que é melhorar a saúde da população que está na ponta”, afirmou.

A UPA Leblon começa a atender às 19h desta sexta-feira (14.07), com estrutura completa e mais de 200 profissionais.

A unidade conta com seis leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 16 de observação, e vai oferecer atendimentos odontológicos de urgência e emergência, exames laboratoriais e de raio-X.

A obra foi finalizada pelo Gabinete de Intervenção Estadual na Saúde de Cuiabá, depois de mais de sete anos em construção pela gestão municipal. Ao todo, a obra custou R$ 8,6 milhões.

Fonte: Governo MT – MT

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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