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Paciente com catarata congênita volta a enxergar após 16 anos

A expressão “Ver uma luz no fim do túnel” agora faz todo o sentido na vida de Jurema dos Santos Reis, de 30 anos, paciente operada nesta sexta-feira (28.04), na Caravana da Transformação. Diagnosticada com catarata congênita aos 14 anos de idade, hoje, aos 30 finalmente conseguiu voltar a enxergar.

Casada e dona de casa, Jurema conta que peregrinou para que conseguisse uma resposta positiva dos médicos. Ela já passou por mais de cinco, somente no tempo em que morou em Barra do Garças, e em todas as consultas a resposta era a mesma: “não tem jeito”.

“A primeira consulta que eu fiz foi paga por uma professora. De lá para cá eu fui passando pelos médicos e eles diziam que fazer a cirurgia era arriscado, porque poderia perder a visão de vez”, relatou.

Contudo, ao saber que a Caravana estaria no município de Porto Alegre do Norte, esta semana, a jovem se deslocou até o Complexo Esportivo Gezil Araújo, sede do projeto, para fazer uma nova avaliação nesta terça-feira (25). Ela mora na cidade há seis meses, e desta vez, recebeu a notícia de que seria operada na sexta (28).

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“Na hora meu coração foi a mil. Contei para os meus amigos ao chegar em casa e eles ficaram muito alegres. Eu via como se tivesse um vidro molhado na minha frente e não podia fazer muita coisa”, explicou.

A cirurgia durou pouco mais de 20 minutos e foi realizada pelo médico Pascoal Conti. Este foi o segundo caso de catarata congênita atendido na caravana. Este tipo de catarata ocorre por alterações na formação do cristalino e é a principal causa de cegueira na infância.

Por volta das 6h da manhã Jurema retornou para fazer o acompanhamento pós-operatório. Animada, revelou seus planos para um futuro repleto de luz, cor e independência.

“Durante a cirurgia, eu via as luzes do aparelho piscando. A sensação de enxergar normalmente é boa demais e daqui uns dias vou voltar a estudar, se Deus quiser. Quero ser médica para ajudar as pessoas, e se não fosse pelos médicos que me atenderam aqui, eu não estaria vendo tudo agora”, concluiu.

O tempo todo ela esteve acompanhada da mãe, Irany Alves dos Santos, 51. “Agora é só felicidade”, resumiu a mãe.

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O atendimento pós-operatório foi realizado pelo médico Rodrigo Travessolo, que passou algumas orientações sobre os cuidados quanto ao uso contínuo do colírio e impedimento de esforços físicos. Segundo ele, Jurema está se recuperado bem.

“O olho dela está com pouquíssimo edema (inchaço nos olhos). Vamos ver como será a evolução nos próximos dias, mas acredito que terá um ótimo prognóstico”, reforçou o médico.

Fonte: Governo MT – MT

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Cidades

Nova Mutum se consolida como destaque econômico de Mato Grosso com expansão de R$ 817 milhões da Inpasa

Município propõe R$ 6,28 milhões em incentivos fiscais para terceira fase da indústria de etanol de milho, em investimento que deve ampliar empregos, arrecadação e atividade industrial

NOVA MUTUM (MT) — O avanço da industrialização e a capacidade de atrair grandes investimentos vêm consolidando Nova Mutum como um dos principais polos de desenvolvimento econômico de Mato Grosso. Mais um exemplo desse movimento está na proposta encaminhada pelo prefeito Leandro Félix (União) à Câmara Municipal, que prevê a concessão de aproximadamente R$ 6,28 milhões em incentivos fiscais para a expansão da unidade da Inpasa instalada no município.

A proposta foi encaminhada às comissões durante a sessão desta segunda-feira, 10, e está relacionada à implantação da terceira fase do empreendimento, que deverá receber aproximadamente R$ 817,6 milhões em investimentos entre 2026 e 2027.

O projeto reforça uma estratégia que vem ganhando força em Nova Mutum: utilizar políticas de incentivo como instrumento para atrair e ampliar investimentos privados, fortalecer a indústria, gerar empregos e aumentar, no médio e longo prazo, a arrecadação municipal.

Incentivos ultrapassam R$ 6,2 milhões

O principal benefício previsto no projeto é a redução do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) incidente sobre os serviços de construção da nova etapa da indústria.

O incentivo está estimado em R$ 6,03 milhões e deverá ser concedido nos exercícios de 2026 e 2027, condicionado ao cumprimento do cronograma físico-financeiro da obra.

A proposta também estabelece a isenção da Taxa de Licença para Execução de Obras, referente ao alvará de construção, calculada em aproximadamente R$ 134,4 mil, além da Taxa de Licença para o Habite-se, estimada em R$ 117,7 mil.

Somados, os três benefícios representam cerca de R$ 6,28 milhões em incentivos fiscais.

Em contrapartida, a empresa deverá realizar o investimento de aproximadamente R$ 817,6 milhões na ampliação da unidade, além de assumir compromissos relacionados à geração de empregos e ao fortalecimento da atividade econômica local.

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Investimento deve gerar empregos e movimentar a economia

Entre as contrapartidas previstas está a geração de novos postos de trabalho diretos e indiretos durante a execução das obras, além da oferta de novas oportunidades de emprego diretamente após a conclusão da expansão.

O impacto, porém, não se limita ao mercado de trabalho.

A expansão também deverá contribuir para o aumento da movimentação econômica de Nova Mutum, envolvendo empresas prestadoras de serviços, fornecedores, transportadoras, comércio e outros segmentos que participam da cadeia produtiva ligada à indústria de etanol de milho.

Outro ponto previsto no projeto é o incremento do Valor Adicionado (VA) utilizado no cálculo do Índice de Participação do Município na distribuição da arrecadação do ICMS.

Para isso, a empresa deverá registrar no município as operações relacionadas aos produtos manufaturados, serviços e mercadorias comercializados a partir das instalações locais.

Na prática, o objetivo é fazer com que o crescimento da atividade industrial também se traduza em maior participação de Nova Mutum na distribuição futura das receitas tributárias.

Incentivo como estratégia de desenvolvimento

Na justificativa encaminhada à Câmara Municipal, o prefeito Leandro Félix defende que o incentivo fiscal deve ser compreendido como uma ferramenta de desenvolvimento econômico, e não apenas como uma renúncia de receita no curto prazo.

Segundo a mensagem, a medida representa uma forma de investimento público destinada a estimular o desenvolvimento econômico, com expectativa de que os resultados futuros superem os efeitos imediatos da renúncia tributária.

A administração municipal destaca entre os resultados esperados o aumento da arrecadação futura, o fortalecimento da economia local, a geração de empregos e a ampliação da competitividade industrial.

Nova Mutum ganha força como polo industrial

A nova expansão da Inpasa se insere em um cenário mais amplo de transformação econômica de Nova Mutum.

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Tradicionalmente reconhecido pela força do agronegócio, o município vem avançando na industrialização da produção agrícola, agregando valor à matéria-prima produzida na região e ampliando sua participação em cadeias produtivas de maior complexidade.

A instalação e expansão de indústrias ligadas ao processamento de milho representam justamente essa mudança de perfil: além de produzir commodities, Nova Mutum amplia sua capacidade de transformar a produção dentro do próprio território, gerando atividade econômica, empregos, serviços e novas oportunidades para empresas locais.

O movimento também reforça a posição estratégica do município dentro da economia mato-grossense.

Com investimentos privados de grande porte, expansão da infraestrutura e políticas públicas voltadas à atração e permanência de empresas, Nova Mutum passa a se destacar não apenas pela produção agropecuária, mas também pela capacidade de industrializar, agregar valor e gerar riqueza a partir de sua própria vocação produtiva.

R$ 817 milhões para uma nova etapa

A terceira fase da Inpasa representa, nesse contexto, mais do que uma nova obra industrial. O investimento de aproximadamente R$ 817,6 milhões sinaliza a confiança do setor produtivo no potencial de Nova Mutum e na capacidade do município de sustentar novos ciclos de crescimento.

Para o município, a aposta é que o incentivo concedido agora produza efeitos econômicos por muitos anos, com aumento da atividade industrial, geração de empregos, fortalecimento da cadeia de fornecedores e ampliação da participação de Nova Mutum na arrecadação estadual.

O projeto ainda será analisado pelas comissões da Câmara Municipal antes de seguir para votação em plenário.

Se aprovado, o incentivo abrirá caminho para mais uma grande etapa de expansão industrial em Nova Mutum — município que vem transformando sua vocação agrícola em uma plataforma cada vez mais diversificada de produção, industrialização, emprego e desenvolvimento econômico, reforçando sua posição entre os principais destaques de Mato Grosso.

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