Cidades
Operação Sonora notifica 13 estabelecimentos comerciais em Cuiabá e Várzea Grande
Treze estabelecimentos comerciais foram notificados por irregularidades durante a Operação Sonora, realizada nesse domingo (05.02), em Cuiabá e Várzea Grande. Foram fiscalizados peixarias, bares e clubes por perturbação de sossego e irregularidades sanitárias.
Na capital, a força-tarefa esteve em peixarias, localizadas na Comunidade São Gonçalo Beira Rio. Dez estabelecimentos foram notificados pelo Corpo de Bombeiros e pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semob) para que regularizem as falhas verificadas no prazo estabelecido.
Em Várzea Grande, as equipes fiscalizaram um clube, uma conveniência e um bar e emitiram 11 notificações por poluição sonora e irregularidades referentes ao alvará de funcionamento e à Vigilância Sanitária, entre outras.
“O objetivo principal é fazer a fiscalização dos comércios em geral referente a poluição sonora e perturbação do sossego público, além de desafogar a central de chamadas e otimizar recursos públicos e humanos”, disse o assessor Técnico da CGGI-E, tenente do Corpo de Bombeiros Antônio Carlos de Souza.
A ação integrada foi planejada pela Câmara Temática de Meio Ambiente Urbano vinculada à Coordenadoria do Gabinete de Gestão Integrada (CGGI), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).
A ação integrada reúne as forças de segurança do Estado, como a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental, Batalhão de Trânsito, Conselho Tutelar, as Secretarias Municipais de Mobilidade Urbana (Semob) e a de Ordem Pública (SORP) de Cuiabá, e a Guarda Municipal de Várzea Grande.
Fonte: GOV MT
Cidades
Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.
Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.
De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.
A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.
Penalidades
Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.
O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Incentivo a atividades educativas
Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.
Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.
Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.
Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.
O que é “aura farming”?
O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.
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