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Juiz fixa em R$ 40 mil perícia em ação que apura R$ 11,5 milhões gastos em Serra de Deciolândia

Um processo que apura um suposto rombo de R$ 11,5 milhões nos cofres públicos de Mato Grosso entrou em nova fase com a fixação do valor da perícia judicial que deverá reexaminar contratos e movimentações financeiras ligadas ao caso. O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara de Ações Coletivas do Tribunal de Justiça, definiu em R$ 40 mil os honorários do especialista responsável pela análise técnica.

Caso o perito concorde com o valor, o custo do trabalho deverá ser arcado pelos réus na ação: os ex-secretários de Fazenda Eder Moraes e Edmilson dos Santos, os procuradores do Estado Dorgival Veras de Carvalho, João Virgílio do Nascimento e Dilmar Portilho Meira, além do servidor Ormindo Washington de Oliveira.

A realização da nova perícia foi determinada em agosto de 2025, depois que o Judiciário concluiu que um laudo anterior não esclareceu todos os pontos necessários e apontou a existência de possível equívoco no encaminhamento feito pelo Ministério Público Estadual.

Inicialmente, o perito havia proposto R$ 60 mil pelo serviço. O Governo do Estado, que também figura como parte no processo, contestou o valor, classificando-o como excessivo. Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu a complexidade do trabalho, que prevê cerca de 94 horas de análise de documentos contábeis e financeiros, mas decidiu reduzir o montante para R$ 40 mil.

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Na decisão, publicada nesta segunda-feira (26), o juiz destacou que o valor é compatível com o porte do processo, o número de envolvidos e o grau técnico exigido para a apuração. Ele citou os princípios da proporcionalidade e moderação para justificar a redução dos honorários.

O caso tem origem em denúncia decorrente da Operação Ararath, que investiga um contrato firmado entre o antigo Departamento de Estradas de Rodagem (Dermat) e a DM Construtora de Obras Ltda para a implantação da rodovia MT-480, na Serra de Deciolândia, entre Tangará da Serra e Diamantino.

Segundo a acusação, em um procedimento administrativo considerado “extremamente célere”, o Estado teria autorizado, em 2009, o pagamento de uma suposta dívida da obra — já em posse da empresa Cohabita — no valor de R$ 11,5 milhões, com apoio de agentes públicos que hoje figuram como réus.

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Cidades

Do agro ao petróleo: empresa arremata bloco de exploração em Nova Mutum

Uma empresa arrematou um bloco de exploração de petróleo e gás em Nova Mutum (MT) e iniciou os preparativos para testes em campo. A previsão é realizar cerca de 500 coletas de amostras entre junho e julho, como parte da fase inicial de análise do potencial da área.

O prefeito Leandro Félix informou que se reuniu nesta terça-feira (14) com representantes da Dillianz Petro, responsável pelo bloco, para alinhar os próximos passos do projeto.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor destacou que a iniciativa faz parte de um planejamento estratégico de crescimento do município. “É um momento muito importante para Nova Mutum. Estamos vivendo um planejamento bem definido de desenvolvimento e queremos avançar com esse projeto”, afirmou.

De acordo com a empresa, as coletas devem ocorrer em diferentes áreas do município, incluindo propriedades rurais. Por isso, a orientação é que produtores e proprietários estejam atentos à passagem das equipes nos próximos meses.

“Entre junho e julho, as equipes estarão em campo para realizar as coletas. É uma etapa fundamental para entender o potencial da região”, explicou o prefeito.

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Ainda segundo a gestão municipal, o projeto pode representar uma mudança no perfil econômico da cidade, tradicionalmente baseada no agronegócio. A expectativa é que a possível exploração de petróleo e gás atraia investimentos, gere empregos e abra novas oportunidades.

Apesar do avanço, esta fase ainda é inicial e voltada à coleta de dados técnicos. A exploração comercial dependerá dos resultados das análises e do cumprimento das etapas de licenciamento ambiental e viabilidade econômica. Veja abaixo o vídeo divulgado pelo prefeito:

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