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Cidades

Governo de MT garante apoio ao IBGE para acelerar coleta de dados do Censo 2022

O Governo de Mato Grosso garantiu apoio ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para acelerar o processo de coleta de dados do Censo 2022, iniciado em 1º de agosto. O acordo foi estabelecido em reunião na manhã desta segunda-feira (17.10).

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Rogério Gallo, o Estado vai prestar auxílio logístico, por meio da disponibilização de veículos e motoristas para o trabalho nos maiores municípios.

“É preciso reconhecermos a importância do recenseamento. É com base na contagem de domicílios, da quantidade de habitantes, que são definidas as políticas públicas por parte do governo do Estado, prefeituras e também do Governo Federal, inclusive para repasses de recursos para área de saúde e partilha de receita de impostos”, ressaltou o secretário. 

O IBGE também vai contar com apoio da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para a divulgação da importância do recenseamento junto aos servidores públicos, professores, pais e alunos.

Em Mato Grosso, mais de 1,1 milhão de endereços devem ser visitados por mais de 3,6 mil recenseadores contratados pelo IBGE até o final de novembro. 

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Entretanto, conforme a superintendente estadual do IBGE, Millane Chaves da Silva, o órgão tem enfrentado dificuldades para a conclusão dos trabalhos: uma é encontrar trabalhadores interessados em atuar como recenseadores até o fim do período; a outra é o acesso aos domicílios. 

“Infelizmente, em Mato Grosso, a coleta de dados está com uma velocidade de trabalho menor do que a esperada, e isso se dá devido ao próprio contexto econômico do Estado. Como Mato Grosso é o segundo estado do país com a menor taxa de desemprego, temos uma dificuldade de captar pessoas”, observou a superintendente. 

Conforme Millane, a expectativa é que, com o apoio do Governo de Mato Grosso, o número de servidores temporários, contratados exclusivamente para o Censo 2022, aumente, de forma que o Estado possa avançar no trabalho de coleta de dados. 

Até o momento, mais de 116 milhões de pessoas já passaram pelo processo de recenseamento em todo o país. Em Mato Grosso, porém, apenas 30% da população mato-grossense foi mapeada, o equivalente a pouco mais de 1,3 milhão de habitantes.

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“O recenseamento vai além de contar a nossa população. Todas as políticas públicas estaduais, federais e municipais têm como base esse censo demográfico, então ele é fundamental para o planejamento público e privado do país. Precisamos que a população mato-grossense se sensibilize para atender o recenseador quando este bater em sua porta”, manifestou a superintendente do IBGE.

Participaram da reunião os secretários de Estado Alan Porto (Educação), Basílio Bezerra (Planejamento e Gestão), o secretário adjunto Djalma Silvestre Fernandes (Ciência, Tecnologia e Inovação), e os prefeitos Hemerson Máximo (Colíder) e Fernando Gorgen (Querência). Também, os servidores do IBGE Luiza de Sousa Goulart, Márcio Henrique de Freitas Cavichiolli, Júlio Victor Gomes Pereira e Raquel Gomes Soares de Matos.

Fonte: GOV MT

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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