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Governo de MT e Ministério Público planejam medidas de prevenção aos incêndios no Pantanal


A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), em conjunto com outros órgãos envolvidos nas ações de preservação do Pantanal, sobrevoaram de helicóptero a região, nesta nesta sexta-feira (25.02), para monitoramento do Bioma.

Segundo a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, o Pantanal mato-grossense mostra que o período de chuvas proporcionou ao bioma o alagamento de corixos e a cheia dos rios Bento Gomes e Pixaim. “Verificamos uma significativa melhora nos ambientes, os rios estão bem cheios, e as Baías de Chacororé e Siá Mariana já mostram um restabelecimento do comportamento hidrológico. O objetivo é que o Estado continue adotando as medidas técnicas e científicas para a prevenção dos incêndios, e permaneça monitorando o Bioma para verificar os resultados”, avalia a secretária. 

A promotora de Justiça do Meio Ambiente, Ana Luiza Peterlini, e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, Alessandro Borges, também vistoriaram de perto a cheia das Baías de Chacororé e Siá Mariana, e o nível dos rios, além do entorno da Estrada Parque Transpantaneira. A vistoria aconteceu com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

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“As imagens de um pantanal cheio dá um alento ao poder público e à natureza, levando em consideração a seca dos últimos dois anos”, destaca o comandante-geral do CBMMT, Alessandro Borges.

“Realmente está bem melhor do que vimos nos últimos dois anos, e ainda temos um mês de chuvas. Acreditamos que deva ter um volume maior de água neste ano. Isso é muito importante, porque quanto mais umidade e água, maior a dificuldade da propagação do fogo. Ficamos muito satisfeitos porque esperávamos ao menos cinco anos de período muito seco no Pantanal”, confirma o comandante.

Ele destaca a integração dos órgãos como um fator primordial para a prevenção e o enfrentamento aos incêndios. No último ano, a redução de focos de calor foi de 82,44% no Pantanal, em comparação com o mesmo período de 2020.

Baía de Chacororé

As Baías de Chacororé e Siá Mariana passaram por períodos de seca no ano de 2020. Para Peterlini, a visita para verificar o nível de água foi muito importante para ter uma visão do quanto as chuvas impactam de forma positiva o ambiente, e preparar as ações para mais um período de estiagem. Na sua avaliação, o Estado avançou na preservação das Baías com as medidas que já foram realizadas.

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“O volume de água aumentou bastante e nos tranquiliza, mas ainda percebemos os impactos dos incêndios. Precisamos continuar o monitoramento e investir no Plano de Ação que o Estado apresentou. Vamos fazer um detalhamento, junto com a Sema, para que as ações possam continuar. Algumas ações já foram feitas, para que no ano que vem possamos ter o retorno dos níveis históricos que ela sempre teve”.

Em 2021, a Sema e a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) executaram a limpeza de corixos e de aterros embaixo de pontes obstruem o fluxo natural das águas. As ações emergenciais surtiram efeito, e as Baías não secaram como no ano de 2020. Agora, o Plano de Ação parte para o detalhamento das medidas de médio e longo prazo, em consenso com o Judiciário e Ministério Público.

Fonte: GOV MT

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Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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