Cidades
Corpo de Bombeiros aplica multa de R$ 2,6 milhões por desmatamento com uso irregular do fogo
Trabalho de fiscalização faz parte do Plano de Operações para a Temporada de Incêndios Florestais (POTIF 2021)

CBM contou com apoio de uma equipe da Polícia Militar para garantir a ordem e segurança durante os trabalhos. – Foto por: Assessoria CBM|MT
O 13º ciclo da Operação Abafa 2021, realizado pelas equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), entre os dias 03 e 13 de agosto, resultou na aplicação R$ 2.677.960 em multas. Foram detectadas a destruição da vegetação em sete propriedades nos municípios de Paranatinga, União do Sul, além do distrito de Santiago do Norte.
Os primeiros alertas de destruição foram detectados pelo monitoramento via satélite que apontou, durante julho, vários focos de calor nas áreas florestais. Com apoio da Polícia Militar, os agentes do CBM estiveram em campo e confirmaram a destruição de 650,88 hectares pelo uso do fogo sem autorização. A prática é irregular, pois o decreto nº 938/2021 do Governo de Mato Grosso proíbe qualquer atividade de limpeza de pastagem com o uso do fogo nas áreas rurais entre os dias 1º de julho e 30 de outubro de 2021.
No município de União do Sul (a 689 km de Cuiabá), as imagens impressionam pelo tamanho da devastação. No local de vegetação restou apenas um enorme quadrado de cinzas, o que para os bombeiros comprova a destruição com uso de fogo intencional. Ainda é possível detectar uma enorme área verde, sinais de vegetação viva que os agentes lutam para manter preservadas com os trabalhos de fiscalização.
A aplicação de multas por danos causados à natureza também é competência CBM-MT. A Lei Complementar n° 639, aprovada em 30 outubro de 2019, pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Mauro Mendes, alterou o Código Estadual do Meio Ambiente em vigência e atribuiu essa função para que o órgão contribua ainda mais no combate aos desastres ambientais cometidos pelo homem.
Os ciclos de operações são coordenados pelo Batalhão de Emergências Ambientas (BEA) e contam com apoio da Força Nacional de Segurança, que acompanha os militares no campo durante fiscalização das áreas florestais que foram destruídas para garantir a segurança dos agentes na missão. As ações permanecem ativas ao longo do ano, com equipes designadas em locais definidos de acordo com a incidência dos alertas mais recentes de queimadas irregulares.
Denúncia
O cidadão pode denunciar crimes ambientais à Ouvidoria Setorial da Sema: 0800-065-3838, nas unidades regionais da Sema ou aplicativo MT Cidadão.

CBM contou com apoio de uma equipe da Polícia Militar para garantir a ordem e segurança durante os trabalhos. – Foto por: Assessoria CBM|MT
Fonte: Gov de MT
Cidades
Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.
Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.
De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.
A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.
Penalidades
Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.
O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Incentivo a atividades educativas
Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.
Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.
Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.
Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.
O que é “aura farming”?
O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.
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