Cidades
Autarquias que seriam extintas pelo governo de MT têm prazo para mostrar viabilidade e apresentar corte nos custos
As autarquias que tinham previsão de ser extintas pelo governador Mauro Mendes (DEM) terão prazo para ‘provar’ a viabilidade e enxugar os custos de cada uma. O projeto de extinção foi votado pelos deputados estaduais em sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A medida, segundo o governo, visa cortar despesas para tentar conter a crise econômica sob a alegação de R$ 2 bilhões de déficit e R$ 4 milhões em dívidas.
No texto original da proposta, o Executivo pedia aos deputados autorização para a extinção das seguintes entidades:
- Agência de Fomento de Mato Grosso (Desenvolve MT)
- Central de Abastecimento (Ceasa)
- Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat)
- Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer)
- Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI)
- Agência de Desenvolvimento Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá (Agem)
Após discussões, entretanto, os deputados aprovaram deixaram de fora a Empaer e a Desenvolve MT. A primeira, após projeto dos próprios servidores, deve deixar de ser uma empresa e passar a funcionar como instittuto.
“Um instituto enxuto com uma redução na folha de pagamento, com novo CNPJ capaz de fazer convênios com o governo federal e outras instituições”, afirmou o presidente do Sinterp, Pedro Carloto.
Para viabilizar o projeto de extinção, Mauro Mendes propôs no projeto um progama de demissão voluntária. Na semana passada, mais de 100 servidores já haviam aderido ao programa.
O programa havia sido apresentado pelo governo com o intuito de cortar gastos e diminuir o déficit de R$ 1,7 bilhão nos cofres públicos apontados no projeto da LOA.
A previsão é que as 101 demissões voluntárias gerem uma economia de R$ 100 milhões.
G1
Cidades
“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.
Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.
“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.
Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.
“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.
Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.
“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.
Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.
Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.
Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.







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