Cidades
Agente Mirim é certificado como destaque entre projetos sociais por instituto nacional
O Instituto Sonda é uma empresa sediada em Cascavel (PR) que faz pesquisa sobre gestores públicos e empresas privadas em território nacional e possui uma unidade em Barra do Garças. Todos os anos a empresa certifica as melhores ideias, empresas e profissionais do município em mais de 100 categorias. A pesquisa é feita por meio de votação do público nas redes sociais da filial da empresa no município. Os destaques em cada categoria recebem um certificado.
O Agente Mirim é um projeto antidroga que atende crianças e adolescentes em condições de vulnerabilidade social e foi idealizado pela primeira vez no município de Campo Novo do Parecis pelo policial penal Fábio Aguiar em 2015 e chegou a quatro municípios, dentre eles Mirassol D’oeste e Tangará da Serra.
Em Barra do Garças, o projeto é coordenado pelo policial Penal Bruno Henrique Ferreira Marques e foi desenvolvido pela primeira vez no ano passado, quando foram atendidos cerca de 100 alunos entre sete e 17 anos. O Agente Mirim ofereceu atividades educacionais para formação do cidadão, além de conhecer a função de um policial penal por meio de palestras.
“As aulas são realizadas todo sábado e conta com o apoio de policiais penais que trabalham de forma voluntária durante os dias de folga dos plantões. A certificação foi um reconhecimento da população diante da boa aceitação do público e da proposta do projeto”, ponderou Bruno Henrique.
Em 2022, os alunos do projeto tiveram palestras sobre a Lei Maria da Penha, Direitos e Deveres da Criança e do Adolescente (ECA), além de Direitos do Consumidor. As crianças também tiveram atendimento dentário e psicológico sem custo, graças uma parceria com a Universidade do Vale do Araguaia (Univale).
“A gente concorreu com outros cinco projetos desenvolvidos no município. Cerca de mil pessoas participaram escolhendo e tivemos o voto de mais de 800 moradores”, comemorou o coordenador.
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Novidades
Bruno Henrique destacou que neste ano o projeto vai oferecer muitas novidades. Todas as parcerias foram firmadas para oferecer melhor estrutura e atendimentos aos participantes, uma delas é com Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e as aulas serão realizadas no campus do município. Além disso, serão ofertadas aulas de informática, esportes e cursos em diferentes áreas, dentre elas o de robótica.
“Acabamos de confirmar uma parceria com o mercado Atacadão, que vai fornecer lanche aos alunos durante todo ano sem custo para a unidade”, comemorou o coordenador.
Para 2023 serão mantidas 100 vagas e a rematrícula para os alunos participantes será realizada no dia 1º de março sem limites de vagas. As matrículas para novos alunos poderão ser feitas no dia 10 de março. Além disso, serão disponibilizadas duas vagas para o público idoso, indígena e especial.
Outra novidade para este ano é que será ofertado um curso para formação de líderes aos alunos do ano passado que forem rematriculados, que poderão se tornar monitores dos novos alunos e dar suporte ao serviço dos voluntários dos policiais penais.
Fonte: GOV MT
Cidades
Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.
Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.
De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.
A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.
Penalidades
Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.
O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Incentivo a atividades educativas
Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.
Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.
Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.
Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.
O que é “aura farming”?
O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.
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