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Onça-pintada é resgatada após ficar presa em canal de usina

Operação envolve bombeiros, Polícia Ambiental e equipe veterinária para garantir segurança do animal e da população

Uma onça-pintada foi encontrada em situação de risco após ficar presa em um canal de uma usina elétrica no município de Juscimeira, a cerca de 160 km de Cuiabá, nesta quinta-feira (19).

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, a equipe da unidade de Jaciara foi acionada por volta do meio-dia para atender a ocorrência na região da Usina Elétrica PCH Beleza.

No local, os militares constataram que o animal estava dentro de um canal da usina e apresentava dificuldades para sair sozinho. Inicialmente, a estratégia seria criar um acesso seguro para que a onça deixasse o local por conta própria e retornasse ao habitat natural.

No entanto, após avaliação, foi verificado que a área fica próxima a assentamentos e propriedades rurais. Além disso, o animal estava agitado e possivelmente debilitado, o que aumentava o risco para moradores da região.

Diante da situação, os bombeiros acionaram outros órgãos para atuação conjunta, como a Polícia Ambiental e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso.

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A operação passou a contar com profissionais especializados, incluindo equipe veterinária, que deve realizar a contenção do animal por meio de sedação controlada, garantindo a captura de forma segura.

Após o resgate, a onça-pintada deverá ser transportada e solta em uma área adequada, distante de regiões habitadas, assegurando a preservação da espécie e a segurança da população.

A ocorrência segue em andamento, com equipes atuando de forma integrada para concluir o resgate.

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Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes e pede o arquivamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou, nesta terça-feira (12/5), que as evidências periciais refutam a possibilidade de que os adolescentes em investigação tenham agredido o cão comunitário Orelha, que foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC).

Após revisar quase 2 mil arquivos, o MPSC concluiu que a morte do animal está relacionada a uma condição pré-existente e grave, e não a qualquer agressão por parte de humanos.

Com base nas investigações, a procuradoria solicitou na última sexta-feira (8/5) o arquivamento do caso referente à morte de Orelha.

Conforme o MP, relatórios policiais indicavam que o jovem suspeito e o animal haviam estado juntos na praia por aproximadamente 40 minutos, mas a perícia revelou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras de um condomínio e pelo sistema de monitoramento público, conhecido como Bem-Te-Vi.

As imagens evidenciam que, enquanto o adolescente estava nas proximidades do deck da praia, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros de distância.

“O estudo revelou que nos momentos em que o adolescente esteve na área do deck, o cão estava situado a aproximadamente 600 metros. Portanto, a suposição de que ambos compartilharam o mesmo espaço por cerca de 40 minutos não é válida”, ressaltou o MPSC.

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Adicionalmente, as análises periciais mostraram que o cão mantinha plena mobilidade e um padrão normal de locomoção quase uma hora após o momento em que se acredita que a suposta agressão teria ocorrido, o que afasta a hipótese de que ele teria retornado da praia já debilitado por agressões.

Saúde do cão Orelha

Os laudos veterinários anexados ao processo excluíram a possibilidade de traumatismo recente passível de maus-tratos. Segundo o perito que realizou a exumação, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontradas fraturas ou lesões relacionadas à ação humana.

Os exames revelaram sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo — uma infecção óssea crônica e grave, possivelmente associada a doenças periodontais avançadas.

Imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação, compatíveis com uma infecção de longo prazo. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, corresponde ao edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.

O MPSC também destacou que a fotografia obtida durante o atendimento veterinário mostrava apenas inchaço no olho esquerdo do cão, sem outros sinais evidentes de violência.

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De acordo com as Promotorias de Justiça, o conjunto de provas demonstra que Orelha faleceu devido a um quadro clínico grave que levou à eutanásia.

O órgão ainda mencionou a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, ocorrida poucos dias depois, em decorrência da doença do carrapato, ressaltando a situação de vulnerabilidade sanitária dos animais.

Conclusão

Além do arquivamento do caso, o Ministério Público solicitou que cópias do processo fossem enviadas à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para investigar possíveis irregularidades na apuração.

O órgão também pleiteou a investigação sobre eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao adolescente investigado e anunciou a abertura de uma apuração específica sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o suporte do CyberGAECO.

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