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Fofinhos: Cães da raça pitbull fogem de casa e são capturados por bombeiros em MT

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na quinta-feira (19), a contenção e remoção de dois cães da raça pitbull que estavam soltos em via pública e apresentavam risco à segurança de pessoas que transitavam pelo bairro Setor Industrial, em Alta Floresta (a 791 km de Cuiabá). Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

A equipe da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar (7ª CIBM) foi acionada por volta das 12h50 para atender a uma ocorrência envolvendo animais domésticos soltos. No local, os bombeiros encontraram os animais já contidos de forma provisória, com o uso de corda. Segundo relatos de populares, a contenção foi realizada por uma pessoa que percebeu a situação e decidiu agir, considerando o comportamento aparentemente dócil dos cães, a fim de evitar possíveis acidentes de trânsito ou ataques.

Durante a avaliação dos animais, os bombeiros constataram que os animais não apresentavam ferimentos, sinais de agressividade no momento da abordagem ou indícios de maus-tratos, aparentando estar em bom estado de cuidado. Diante da impossibilidade de identificação imediata dos proprietários, a equipe realizou a contenção adequada, o transbordo para a viatura e o transporte dos cães até o quartel, onde permaneceram sob custódia para posterior identificação dos responsáveis.

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Após algumas horas, um funcionário dos tutores compareceu ao local, informando que os proprietários estavam em viagem. Foram prestadas orientações quanto à guarda responsável, realizada a coleta de dados e efetuada a devolução dos animais ao responsável.

Orientações

O Corpo de Bombeiros Militar reforça que a guarda responsável de animais é fundamental para a segurança coletiva e o bem-estar dos próprios cães. Tutores devem adotar medidas preventivas para evitar que os animais tenham acesso à via pública, como manter portões e cercas sempre fechados e em boas condições.

Além disso, é importante garantir que os animais estejam devidamente identificados, com coleiras e placas contendo informações de contato, o que facilita a rápida localização dos responsáveis em caso de fuga.

A corporação também orienta que, ao se deparar com animais soltos, a população evite tentar capturá-los por conta própria, especialmente em casos de comportamento agressivo. Nessas situações, o recomendado é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, para que a ocorrência seja atendida por equipe treinada.

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Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes e pede o arquivamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou, nesta terça-feira (12/5), que as evidências periciais refutam a possibilidade de que os adolescentes em investigação tenham agredido o cão comunitário Orelha, que foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC).

Após revisar quase 2 mil arquivos, o MPSC concluiu que a morte do animal está relacionada a uma condição pré-existente e grave, e não a qualquer agressão por parte de humanos.

Com base nas investigações, a procuradoria solicitou na última sexta-feira (8/5) o arquivamento do caso referente à morte de Orelha.

Conforme o MP, relatórios policiais indicavam que o jovem suspeito e o animal haviam estado juntos na praia por aproximadamente 40 minutos, mas a perícia revelou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras de um condomínio e pelo sistema de monitoramento público, conhecido como Bem-Te-Vi.

As imagens evidenciam que, enquanto o adolescente estava nas proximidades do deck da praia, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros de distância.

“O estudo revelou que nos momentos em que o adolescente esteve na área do deck, o cão estava situado a aproximadamente 600 metros. Portanto, a suposição de que ambos compartilharam o mesmo espaço por cerca de 40 minutos não é válida”, ressaltou o MPSC.

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Adicionalmente, as análises periciais mostraram que o cão mantinha plena mobilidade e um padrão normal de locomoção quase uma hora após o momento em que se acredita que a suposta agressão teria ocorrido, o que afasta a hipótese de que ele teria retornado da praia já debilitado por agressões.

Saúde do cão Orelha

Os laudos veterinários anexados ao processo excluíram a possibilidade de traumatismo recente passível de maus-tratos. Segundo o perito que realizou a exumação, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontradas fraturas ou lesões relacionadas à ação humana.

Os exames revelaram sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo — uma infecção óssea crônica e grave, possivelmente associada a doenças periodontais avançadas.

Imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação, compatíveis com uma infecção de longo prazo. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, corresponde ao edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.

O MPSC também destacou que a fotografia obtida durante o atendimento veterinário mostrava apenas inchaço no olho esquerdo do cão, sem outros sinais evidentes de violência.

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De acordo com as Promotorias de Justiça, o conjunto de provas demonstra que Orelha faleceu devido a um quadro clínico grave que levou à eutanásia.

O órgão ainda mencionou a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, ocorrida poucos dias depois, em decorrência da doença do carrapato, ressaltando a situação de vulnerabilidade sanitária dos animais.

Conclusão

Além do arquivamento do caso, o Ministério Público solicitou que cópias do processo fossem enviadas à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para investigar possíveis irregularidades na apuração.

O órgão também pleiteou a investigação sobre eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao adolescente investigado e anunciou a abertura de uma apuração específica sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o suporte do CyberGAECO.

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