Agro Notícias
Suinocultura Independente: mercado registra movimentações distintas
As principais praças da suinocultura independente registraram movimentações distintas nas cotações, na quinta-feira (29), com destaque para Minas Gerais que registrou alta de R$ 0,20 centavos.
No mercado mineiro, conforme os dados da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), o preço passou de R$ 6,40/kg para R$ 6,80/kg, com acordo entre os frigoríficos e suinocultores, que estimulou a recomposição dos preços.
Já em São Paulo, o preço permaneceu estável em R$ 7,46/kg pela sexta semana consecutiva. Semelhantemente, em Santa Catarina, o preço também ficou estável, com o animal vivo custando R$ 6,58/kg vivo.
No Paraná, levando em consideração a média semanal, o indicador do preço do quilo vivo Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) sofreu queda de 2,15%, fechando a semana em R$ 6,23/kg vivo.
Fonte: AgroPlus
Agro Notícias
Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.
Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.
Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.
A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.
Mercado externo preocupa
Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.
As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.
Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.
Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.
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