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Maioria dos sojicultores de Mato Grosso já comprou insumos para próxima safra

O Imea – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária – atualizou o custo de produção da soja mato-grossense para a safra 2019/20, referente ao mês de junho deste ano. Baseado nos novos dados, o custo operacional (CO) ficou em R$ 3.498,10/hectares e o custo total (CT) em R$ 3.905,45/hectare, representando um breve recuo de 0,22% e 0,19% em relação à maio, respectivamente.

“De modo geral,os reajustes nos preços foram ocasionados pela desvalorização do dólar no período (recuo de 3,6% na média de junho em relação à média de maio), reflexo da política interna e do mercado internacional. Dessa forma, os insumos cotados na moeda norte-americana, como os macronutrientes e os herbicidas, apresentaram queda de 0,77% e 0,42%, nesta ordem.

Restando menos de dois meses para o início do período de semeadura do grão no Estado, a maior parte dos produtores já comprou seus insumos e, com isso, as atenções começam a se voltar aos preparativos para esta nova safra”, conclui o instituto.

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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