Agro Notícias
Soja segue em alta no Brasil
Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a terça-feira (21.05) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas subindo 1,35% nos preços médios nos portos brasileiros. Com isso voltaram a ultrapassar a barreira psicológica dos oitenta reais/saca, fechando a R$ 81,65/saca e elevando os ganhos de maio para 9,80%.
De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, no interior a alta foi consideravelmente menor, porque os fatores que a afetam são outros: apenas 0,46%, para R$ 75,00/saca, elevando os ganhos mensais para 6,94%: “Mesmo com as quedas acentuadas do dólar (1,39%) e de Chicago (1,17%) e com prêmios inalterados (jul19 e abr20) ou até mais baixos (jun19, mai20, os únicos que subiram foram ago19 +4 e mar20 +18)”
O que fez os preços da soja subirem no Brasil? “Em primeiro lugar, o dólar também subiu no início da sessão (abriu a 4,09 e foi a 4,11, antes de cair e fechar a 4,04). Em segundo lugar, a cotação de Chicago também subiu 15 cents/bushel de alta em relação ao fechamento do dia anterior, antes de cair 9,75 no fechamento. Então, para quem estava esperto e acompanhando o mercado houve ocasião de fechar bons negócios mesmo neste dia aparentemente ruim”, explica o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco.
Mas, segundo ele, o grande motivo da alta desta terça-feira foram os preços dos fretes internacionais, que saltaram para as alturas, antecipando a possibilidade de grandes altas nos preços do petróleo. O tipo Brent subiu hoje 0,26% para US$ 72,18/barril, mas poderá subir mais.
“Isto fez o mercado de soja também antecipar as altas nos preços C&F, que também quase dobraram os prêmios nos últimos 30 dias. Com a possibilidade de forte alta, os compradores no destino se retiraram do mercado nesta terça-feira. Mesmo assim, houve negociações no mercado de Paper em Paranaguá de Jun19 a +96 versus Mar20 + 31. Outro destaque nas notícias desta terça-feira foi o esmagamento de soja na Argentina, que ficou em 3,82MT, levemente abaixo das expectativas do mercado”, conclui Pacheco.
Agrolink
Agro Notícias
Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.
Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.
Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.
A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.
Mercado externo preocupa
Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.
As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.
Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.
Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.
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