Agro Notícias
SENAR Minas comemora 29 anos com 1ª reunião no metaverso
Neste 7 de abril, o agro mineiro comemora mais um aniversário do SENAR MINAS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). São 29 anos levando cursos e programas para produtores e trabalhadores rurais e seus familiares. Mais de um milhão de pessoas já participaram dos treinamentos de Formação Profissional Rural e Promoção Social e de projetos como o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Mais de 12 mil propriedades rurais atendidas só neste ano, por meio de 459 técnicos de campo e 33 supervisores. Outro destaque é o Centro de Excelência em Cafeicultura, que está sendo construído em Varginha e, em 2023, deverá capacitar até 300 alunos, simultaneamente.
Importante elo no Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos, o SENAR MINAS acompanha de perto todas as mudanças que transformam o meio rural em um espaço cada vez mais digitalizado. Em meio às rápidas e constantes inovações, surgem novos desafios para a qualificação rural tecnificada e para uma produção cada vez mais sustentável e rentável.
Em sintonia com as novas oportunidades do Agro 4.0, o SENAR MINAS comemora o seu aniversário com o olhar voltado para o futuro, realizando a sua primeira reunião no metaverso. Com transmissão ao vivo pela página do Sistema FAEMG no YouTube, a mesa redonda será no dia 8/4, às 14h.
O evento será realizado em espaço 100% virtual, com convidados reais que poderão interagir de forma imersiva entre si. O encontro “Metaverso e o futuro do Sistema FAEMG” terá a participação do presidente do Sistema FAEMG, Antônio de Salvo; do superintendente do SENAR MINAS, Christiano Nascif; e do presidente e fundador da FCJ Venture Builder, Paulo Justino.
Inovação e capacitação
Para o presidente do Sistema FAEMG, Antônio de Salvo, a comemoração “futurística” traduz bem o papel fundamental do SENAR MINAS no processo de intensificação tecnológica que vive o agronegócio. “Estamos encarando de frente todos os novos desafios do mercado rural, e o processo de transformação continuará sendo conduzido para levar a qualificação necessária para uma vida melhor, com mais rentabilidade, qualidade e sustentabilidade, de forma contínua”.
“Inovação é a base para o futuro da atuação do SENAR MINAS, sem perder a essência do foco no ser humano”, completa o superintendente da entidade, Christiano Nascif. Para ele, é importante o olhar sistêmico, abrangendo as várias etapas do processo produtivo, seja antes, dentro ou depois da porteira.
“Há 29 anos, o SENAR MINAS cumpre o seu papel de levar conhecimento para o meio rural. Para o futuro, devemos agregar valor aos produtos do campo e democratizar a tecnificação. Além de tornar a produção mais sustentável, no sentido amplo, toda essa transformação deverá aumentar a rentabilidade dos produtores. E estaremos sempre prontos para os apoiar nas novas oportunidades que a inovação nos trouxer”.
SENAR MINAS em números:

29 anos Senar Minas
Convite à inovação
Metaverso e o futuro do Sistema FAEMG
Dia: 8 de abril
Horário: 14h
Local: Canal do Sistema FAEMG no YouTube
Acesse abaixo e ative o lembrete da palestra:
Agro Notícias
Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta no campo e exige planejamento antecipado para safra 2026/27

A possibilidade da formação de um “Super El Niño” neste ano já acende o sinal de alerta no setor produtivo, especialmente para a agricultura em Mato Grosso. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, pode provocar mudanças significativas no regime de chuvas, elevar as temperaturas e influenciar diretamente o desenvolvimento das lavouras no estado.
Com base em dados e projeções apresentados no relatório do consultor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Clyde Fraisse, o cenário climático exige atenção redobrada por parte dos produtores rurais, uma vez que pode afetar desde o planejamento do plantio da safra 2026/27 até a definição das estratégias de manejo ao longo do ciclo produtivo.
Na avaliação do consultor, embora ainda existam incertezas quanto à intensidade do fenômeno, o cenário indica probabilidade de alterações climáticas no Centro-Oeste, exigindo planejamento antecipado e estratégias voltadas à redução dos riscos na próxima safra.
“Os impactos do El Niño sobre a safra 2026/27 dependerão não apenas da intensidade do aquecimento do Oceano Pacífico, mas também da interação com outros sistemas climáticos, especialmente o Atlântico Tropical e os padrões atmosféricos sobre a América do Sul. Entretanto, o consenso entre os principais centros meteorológicos internacionais indica que o fenômeno aumenta significativamente a probabilidade de atrasos no início da estação chuvosa no Brasil Central. Para os produtores de Mato Grosso, isso reforça a necessidade de uma estratégia preventiva baseada na redução de riscos”, afirmou o consultor.
Diante desse cenário, Clyde Fraisse destaca que o monitoramento constante das previsões climáticas e a adoção de práticas de manejo são fundamentais para reduzir os impactos de possíveis atrasos das chuvas e garantir maior estabilidade ao sistema produtivo.
“O monitorar continuamente as previsões climáticas de médio e longo prazo; evitar a semeadura após precipitações isoladas, aguardando a consolidação da estação chuvosa; manter elevada cobertura do solo por meio do Sistema Plantio Direto e de plantas de cobertura; realizar escalonamento da semeadura para reduzir a exposição ao risco climático; utilizar cultivares adaptadas às diferentes janelas de plantio e revisar o planejamento da segunda safra considerando possíveis atrasos da soja; intensificar o monitoramento fitossanitário, uma vez que mudanças no regime de temperatura e umidade podem alterar a dinâmica de doenças e pragas”, aconselhou Clyde Fraisse.
O consultor ressalta ainda que eventos climáticos dessa magnitude podem provocar reflexos em diferentes etapas da produção, afetando desde a implantação das lavouras até a logística e a comercialização dos grãos. Por isso, o uso de informações técnicas e de estudos climáticos torna-se uma ferramenta importante para orientar decisões dentro da propriedade.
“Para Mato Grosso, esses fatores representam risco elevado principalmente durante a emergência da soja, fase em que a disponibilidade hídrica é determinante para a formação do estande de plantas. A resposta climática depende da interação entre diversos modos de variabilidade climática. A climatologia baseada em eventos históricos constitui uma das ferramentas mais robustas para estimar riscos agrícolas. Estudos conduzidos pela Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, Instituto Nacional de Meteorologia e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária demonstram que existe elevada recorrência de determinados padrões regionais. Esses padrões permitem orientar decisões relacionadas ao calendário de plantio, escolha de cultivares, manejo da cobertura do solo, escalonamento da semeadura e estratégias de mitigação do risco climático”, disse.
Diante desse cenário, produtores rurais já começam a avaliar possíveis ajustes no planejamento da próxima safra. A antecipação dessas decisões pode ser determinante para minimizar perdas e garantir maior segurança produtiva. Para o vice-presidente Leste da Aprosoja MT, Diego Dall Asta, acompanhar de perto as projeções meteorológicas é indispensável para que o produtor tome decisões mais assertivas diante de um cenário de maior incerteza climática e custos elevados de produção.
“Todo produtor acompanha as projeções climáticas com muita atenção, porque elas são fundamentais para o planejamento da próxima safra. Em um ano como este, em que os custos de fertilizantes químicos e sementes estão em patamares historicamente elevados, o produtor precisa, mais do que nunca, fazer um plantio assertivo. A forma como ele vai se adaptar para a próxima safra depende muito dessas projeções. A tendência é de um plantio com mais cautela, reduzindo, por exemplo, a área plantada no início do calendário, quando ainda há pouca umidade. O produtor não vai arriscar plantar com solo seco, chuvas esparsas ou precipitações muito antecipadas”, afirmou.
Segundo Diego Dall Asta, diante das projeções climáticas, o planejamento da próxima safra passa a exigir ainda mais atenção, desde a escolha das variedades até o momento adequado para iniciar o plantio, buscando reduzir riscos e preservar o potencial produtivo das lavouras.
“O planejamento precisa ser geral: plantar apenas com umidade suficiente para garantir uma boa germinação e um estabelecimento seguro da lavoura, pensando em um intervalo de duas a três semanas em que a planta possa suportar a falta de chuva. Além disso, é fundamental escolher materiais adaptados aos veranicos, que podem ocorrer entre outubro, novembro e dezembro. A tendência é de um ano com menos umidade, principalmente no início da safra, e com temperaturas mais altas. Então, o caminho é se adaptar: escolher bem as variedades, evitar plantar em condição de risco e trabalhar sempre com maior segurança”, orienta o vice-presidente Leste da Aprosoja MT.
A Aprosoja Mato Grosso, juntamente com especialistas, reforça que diante da possibilidade de alterações climáticas expressivas na próxima safra, o planejamento antecipado será um dos principais aliados do produtor rural.
-
Investigação Polícial1 dia atrásEsposa de suposto braço direito do CV é presa no aeroporto de VG ao retornar da França
-
Cidades4 horas atrásVereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos
-
Cultura1 dia atrásFlor Ribeirinha conquista pentacampeonato mundial e leva o siriri de MT ao topo do folclore internacional
-
Política1 dia atrásPL e MDB avançam para formar chapa com Wellington, Janaina e Medeiros
-
Mato Grosso4 horas atrásMudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos
-
Política1 dia atrásWellington confirma Janaína Riva e José Medeiros na chapa ao Senado e anuncia apoio de Jayme Campos ao projeto do PL
-
Clima4 horas atrásAgosto será de calor acima da média e pouca chuva em Mato Grosso, aponta Inmet
-
Investimentos1 dia atrásBrasil e Bolívia avançam em estrada estratégica para o agro ligando MT ao Pacífico





