Agro Notícias
Santa Catarina fortalece atividade de piscicultura com apoio do Senar/SC
Aperfeiçoar a gestão, proporcionar o aumento da produção e fomentar a renda líquida das propriedades rurais catarinenses. Com esse foco, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), promove em parceria com os Sindicatos Rurais o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) com foco para a piscicultura. Atualmente são atendidos 6 grupos com 150 produtores de 28 municípios do Estado.
Entre as turmas que iniciaram neste ano está a de Rio Fortuna, no sul catarinense, formada por 30 piscicultores que participaram de recente evento de sensibilização. A iniciativa conta com a parceria do Sindicato Rural do município e o técnico que atenderá o grupo é o engenheiro de Pesca Anderson de Souza Correa. “Trata-se da quarta turma de ATeG Piscicultura na região, que vem crescendo e fortalecendo a cadeia produtiva de forma significativa”, destaca a supervisora regional do Senar/SC, Sueli Silveira Rosa, que esteve presente no evento acompanhada pelo supervisor técnico Jaison Bus e pelo presidente do Sindicato Silvestre Tenfen, entre outras lideranças.
A Assistência Técnica e Gerencial é um processo educativo que visa atender aos produtores rurais com uma metodologia fundamentada em ações de diagnóstico, planejamento, adequação tecnológica, formação profissional do produtor e análise de resultados.
RESULTADOS ATEG
A assistência técnica e gerencial com foco para a piscicultura iniciou no ano de 2016 e já apresenta resultados significativos para a cadeia produtiva da área em Santa Catarina. “Observamos uma produção mais qualificada e com melhoria significativa na produtividade. As orientações e o acompanhamento dos técnicos, de fato, são colocadas em prática e isso resulta em inovações no manejo, na qualidade da alimentação e da água, no desenvolvimento dos peixes, na gestão dos negócios, entre outros aspectos”, destaca a coordenadora estadual da ATeG no Estado, Paula Araújo Dias Coimbra Nunes.
O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, ressalta que, além de ser uma importante atividade econômica que gera trabalho e renda, o pescado é um alimento de qualidade, que pode contribuir para a segurança alimentar e saúde da população. “A ATeG cumpre muito bem seu papel e, por isso, seguiremos firmes oferecendo suporte técnico para ajudar a garantir qualidade, produtividade e renda aos piscicultores”.
O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, reforça o compromisso de seguir firme nas ações de promoção, defesa e representação dos interesses dos produtores rurais. “A assistência técnica e gerencial é uma das ações que desenvolvemos para fortalecer a cadeia produtiva, não somente da piscicultura, como das demais áreas atendidas. Estamos satisfeitos com os resultados deste importante projeto e, por isso, abrimos constantemente oportunidades para novos grupos”.
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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