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Reino Unido investe US$ 28 milhões em tecnologia agrícola

O governo do Reino Unido investiu US$ 28 milhões em vários projetos agrícolas de alta tecnologia, que visam reduzir a poluição, minimizar o desperdício e produzir mais alimentos. De acordo com o jornalista especializada em tecnologia, em um artigo publicado no portal chinês Agrolink.com.br, investimento faz parte da moderna estratégia industrial do governo, pela qual o Reino Unido se comprometeu a aumentar os gastos com P & D para 2,4% do PIB até 2027.

Os projetos incluem a Rootwave, com sede em Warwickshire, que usará uma doação de US$ 875.000 para usar eletricidade em vez de produtos químicos para matar as ervas daninhas das raízes, evitando danos às plantações. A Tuberscan, em Lincolnshire, usará US$ 496.000 para desenvolver radar de penetração no solo, varreduras subterrâneas e inteligência artificial (IA) para monitorar as plantações de batata e identificar quando elas estão prontas para a colheita. O governo espera que a tecnologia aumente a safra útil em cerca de 5% a 10%, além de reduzir o desperdício de alimentos com custos adicionais mínimos.

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Um projeto no Middlesex usará uma doação de US$ 295.000 para ajudar vacas a pastar sem supervisão de fazendeiros colocando sensores da Internet das Coisas (IoT) em portões de fazenda que se comunicam com rastreadores de GPS em vacas para abrir e fechar portões permitindo que gado pastoreie livremente.

Mais de US$ 1,5 milhão foram concedidos para a The First Fleet, que afirma ter os primeiros robôs autônomos de frutas mole multimodais do mundo. O sistema visa transformar a produção robótica de morangos da bancada de laboratório para um sistema comercialmente relevante. O projeto aiScope, baseado em Sheffield, usará uma doação de US$ 1,27 milhão para aplicar a IA e análises para combater a erva daninha comum, esperando economizar US $ 735 milhões por ano para os agricultores.

Agrolink

 

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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