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Produtores do Canadá conhecem em Nova Mutum sistema de produção de grãos

A comitiva, formada por 41 produtores no Canadá, conheceu, esta semana, em Nova Mutum, práticas de produção de grãos, no eixo da BR- 163. Eles acompanharam a colheita de soja, em uma fazenda, a utilização de tecnologias em máquinas que resultam na produção em larga escala e também a forma que é feito transporte e armazenamento. Mutum é um dos pricipais produtores de soja e milho em Mato Grosso.

Na sede da Fundação MT, os canadenses assistiram palestra do agrônomo Taimón Semler, sobre o modelo de trabalho da fundação e aspectos técnicos sobre a produção de grãos e fibras em Mato Grosso. Durante uma visita técnica em campo no Centro de Aprendizagem e Difusão, os produtores puderem conhecer os experimentos conduzidos pela entidade.

Na programação também foi incluída visitas a uma cooperativa e visitas a diversas fazendas que utilizam tecnologia de ponta no sistema de colheita e plantação.

O vice-prefeito Leandro Félix e o secretário de Indústria, Comércio e Turismo Jimmy Huppes acompanharam o grupo durante parte das visitas técnicas. “É muito importante saber que produtores rurais de outros países estão vindo até Nova Mutum conhecer pessoalmente nosso sistema de produção agrícola. Nossa administração está trabalhando com o projeto Turismo Tecnológico que tem justamente essa visão, atrair olhares de investidores para Nova Mutum”, afirmou Leandro, através da assessoria.

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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