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Preço do milho em Mato Grosso cai 6,7%

O preço do milho mato-grossense exibiu queda de 6,74% e cotação média de R$ 21,06/saca, na semana passada, devido à entrada de oferta de milho disponível com o início dos trabalhos da colheita no Mato Grosso. Na última semana, a paridade de exportação do milho mato-grossense para a safra 19/20 atingiu R$ 24,22/saca, apresentando uma recuperação de 13,22% no mês de maio, até o momento.

“A alta se deve, principalmente, à recuperação da bolsa de Chicago (julho de 2020), que chegou a cotar US$ 4,34/bu nos últimos dias, motivada pelo atraso recorde na semeadura do cereal para a safra 19/20 dos EUA,que vem sendo reportado pelo USDA, em decorrência das condições climáticas pouco favoráveis e alta umidade do solo nas regiões produtoras do país.

Além dos ganhos na bolsa de Chicago, o dólar registrou R$ 4,11/US$ em virtude das indecisões na reformada previdência brasileira e os conflitos comerciais entre a China e os EUA. Dessa forma, com a bolsa de Chicago e o dólar em recuperação, é importante que o produtor mato-grossense esteja atento às oportunidades que podem surgir para negociar a próxima safra do cereal”, analisa o IMEA – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária.

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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