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Preço do bezerro acumula alta de 6% em Mato Grosso e ágio no boi gordo é de 30%, aponta Imea

O IMEA – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária- constatou que as fazendas que realizam a recria ou engorda e que estão comprando bovinos encontram cotações mais elevadas, principalmente dos machos. “Para se ter uma ideia, o bezerro de ano já acumula alta de 6,05%” no comparativo deste mês com janeiro de 2018 “ficando cotada atualmente a R$ 1.240,35/cabeça”.
“Desta forma, o ágio desta categoria sobre o boi gordo chegou a 30,02%, o maior valor para um mês de janeiro, desde 2016”.
O indicador “liga o sinal de alerta para aqueles que buscam adquirir bezerros de ano pois, caso não consigam reduzir o custo deste estoque de animais através de uma alimentação balanceada e barata, a receita gerada pela venda pode não ser suficiente para garantir uma boa rentabilidade”, explicam os economistas do instituto.

Com a virada de ano, a necessidade da compra de bovinos se intensificou para repor o estoque de animais das propriedades e dar continuidade às atividades.

O boi gordo e a vaca gorda fecharam a semana cotados a R$ 136,35/@ e R$ 127,84/@,respectivamente. Registraram variações positivas de 0,11% e 0,11%, nesta ordem, conclui o Imea, no boletim semanal, divulgado ontem à tarde.

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Só Notícias/Agronotícias (Pedro Ribas/arquivo)

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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