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Pecuaristas criam Associação de Produtores de Carne de Carbono Neutro

O Conceito Carne Carbono Neutro e seus posteriores benefícios, desenvolvidos pela Embrapa, motivaram a criação da Associação Brasileira de Produtores de Carne Carbono Neutro (ABCCN), que terá sua assembleia de fundação, hoje, em São Paulo. Com a presença de produtores rurais, a reunião marcará também a aprovação dos estatutos sociais da entidade e eleição da primeira diretoria.  “A ideia surgiu da vontade dos produtores de vários Estados, como Minas Gerais e Pará, de promover, organizadamente, esta nova realidade de pecuária sustentável no país”, afirma Gilberto Mussi de Carvalho, presidente da comissão de fundação. Para ele é uma forma de mostrar aos demais países que o Brasil além de extensão territorial e planteis numerosos, tem sistemas aperfeiçoados, como o carne carbono neutro (CCN), certificadoras eficientes e ativos, como o estoque de carbono.

A associação contará com estatutos e instrumentos jurídicos próprios e estará aberta ao produtor em diferentes estágios de produção, com sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) em andamento ou em fase inicial de planejamento. A entidade, por meio de capacitações, orientações e convênios tem o anseio de inserir o produtor rural em um mercado mundial, que demanda escala, sustentabilidade e qualidade. “Temos exigência não somente de carne com qualidade superior, mas produzida igualmente em condições elevadas. O Conceito CCN atende esses requisitos”, reforça o especialista em direito administrativo.

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Entre os convênios futuros, um com a Embrapa está nos planos da ABCCN. Com a instituição de pesquisa a proposta passará pela promoção de cursos, acompanhamentos e suporte técnico à entidade. A pesquisadora da Unidade Gado de Corte (Campo Grande-MS), Fabiana Villa Alves, uma das idealizadoras da Marca CCN, palestrará nessa primeira assembleia sobre o projeto CCN e suas características.

Carne carbono neutro
A carne carbono neutro (CCN) é produzida em sistemas integrados com a presença de árvores plantadas, que são responsáveis pelo sequestro de carbono e possibilitam a neutralização da emissão de metano dos animais em pastejo, além de proporcionar conforto térmico ao gado. O foco do sistema é o componente florestal.

Os pesquisadores avaliam que há elevado potencial de gerar produtos direcionados para o segmento premium, seja para mercados de nicho no Brasil ou para exportação atendendo às exigências por práticas sustentáveis do mercado europeu, por exemplo. Estima-se que, no Brasil, o conceito CCN pode atingir 1,5 milhão de hectares ou 1% do rebanho brasileiro, o que equivale a aproximadamente 2,2 milhões de cabeças de gado.

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A informação é da assessoria.

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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