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Nova Mutum se consolida como potência econômica e exportadora no coração de Mato Grosso

Nova Mutum (MT) reafirmou, em 2025, sua posição de destaque no cenário econômico estadual e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do desenvolvimento de Mato Grosso. O município encerrou o ano como o 6º maior exportador do estado, respondendo por 3,8% de todo o volume exportado pelos mato-grossenses, resultado que evidencia a força de sua base produtiva e industrial.

De acordo com dados do Ministério da Economia, as exportações de Nova Mutum alcançaram US$ 1,045 bilhão, o equivalente a R$ 5,628 bilhões ao longo do ano. A produção local ultrapassou fronteiras e chegou a mercados estratégicos da Ásia, Oriente Médio e Europa, com destaque para países como China, Indonésia, Tailândia, Vietnã, Irã, Índia, Bangladesh, Paquistão, Taiwan, Holanda e Turquia, entre outros.

A soja lidera com ampla vantagem a pauta exportadora do município, representando 40,9% do total negociado, o que reforça o protagonismo de Nova Mutum no agronegócio nacional. Na sequência, as tortas e outros resíduos da extração do óleo de soja respondem por 26,1%, demonstrando o avanço da industrialização e a agregação de valor à produção primária.

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O milho ocupa a terceira posição, com 18,1% das exportações, seguido pelo algodão não cardado nem penteado, responsável por 9,2% do volume embarcado. Já o óleo de soja e suas frações, mesmo refinados, correspondem a 2,3% das vendas externas, ampliando a diversidade de produtos com valor industrial agregado.

Ainda que com menor participação percentual, outros itens vêm ganhando espaço e contribuindo para a diversificação da pauta exportadora. Produtos como carnes suínas frescas, refrigeradas ou congeladas, sêmens, farelos e outros resíduos, inclusive em pellets, evidenciam a expansão gradual do parque industrial e a consolidação de novas cadeias produtivas no município.

Esse desempenho expressivo consolida Nova Mutum como um dos principais polos exportadores de Mato Grosso, sustentado por um agronegócio forte, pela industrialização crescente da produção rural e pela inserção cada vez mais consistente em cadeias globais de valor. O resultado reflete não apenas a capacidade produtiva local, mas também o ambiente favorável a investimentos, inovação e geração de emprego, projetando Nova Mutum e sua região como referências de desenvolvimento econômico no Centro-Oeste brasileiro.

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Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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