Agro Notícias
Ministra da Agricultura homenageia produtores assistidos pelo Agronordeste em Sergipe
O sucesso da transformação social de produtores atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar Sergipe, através do Programa Agronordeste, foi destacado durante a visita da Ministra da Agricultura Tereza Cristina ao estado de Sergipe nesta sexta-feira (25).
O presidente do Sistema Faese/Senar, Ivan Sobral a recepcionou, junto com outras autoridades ainda no aeroporto de Paulo Afonso, de onde seguiu para o assentamento Jacaré Curituba, localizado no município de Poço Redondo, para entregar títulos definitivos de propriedade rural aos assentados daquela comunidade.

“Eu iniciei minha missão como Ministra da Agricultura, neste assentamento e estou finalizando essa etapa aqui, para cumprir uma promessa que fiz de ajudar os agricultores nordestinos”, enalteceu durante a solenidade. Foram entregues 393 títulos definitivos no Jacaré Curituba, o maior assentamento irrigado da América Latina.
“A regularização fundiária tem sido o norte do governo, mas isso só foi possível com um trabalho realizado em conjunto, unindo forças para trazer a liberdade que esse povo precisava”, ressaltou o governador Belivaldo Chagas durante o discurso.
Homenagem ao Agronordeste

Durante o evento, dois produtores atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar/SE, através do Agronordeste, foram homenageados pelo desempenho alcançado durante o período de dois anos de assistência. Uma delas foi a produtora de lácteos Regina Cardoso, de Nossa Senhora da Glória, que investiu tudo que tinha na produção de queijo, adquiriu os equipamentos adequados às exigências dos órgãos fiscalizadores, câmara fria e todo o material exigido. Com a assistência aprendeu a gerenciar a produtividade da queijaria, assim, aumentou de 600 para 1300 litros de leite processados no dia para produção de queijo e manteiga. Além disso, a Quero Mais laticínios foi a primeira queijaria do Programa Agronordeste a alcançar o Serviço de Inspeção Estadual (SIE), que garante a qualidade dos produtos.
Já Carlos Aberto é produtor de leite, em Nossa Senhora da Glória, ao longo dos anos de assistência, a ordenha que era manual, passou a ser mecânica. Em 2020, deu outro grande passo, com a inseminação artificial. O melhoramento genético já trouxe resultados positivos, com o nascimento de bezerras inseminadas por ele. Segundo Alberto, a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) foi extremamente importante para o seu crescimento na área. “Passei de uma produção diária de 67 litros de leite, em 2017, para 600 litros, em 2021, com média de produção de 20,5 litros de leite por vaca”, disse.
De acordo com a Ministra da Agricultura, com os investimentos do BID, a intenção é continuar com o Agronordeste, criado no início da sua gestão.
Em Sergipe, o programa Agronordeste finaliza este ano um grupo de 434 produtores das cadeias da Agroindústria, Fruticultura e Bovinocultura de Leite, esta última com resultados de aumento de lucro de 150%. Na Fruticultura, o aumento na margem bruta foi de 159% dos 33 produtores assistidos nesta cadeia.

“Foi um dia muito especial para nós, saber do sucesso dos produtores que receberam a assistência técnica e gerencial durante o período de dois anos, agora têm maior produtividade e impulsionam o desenvolvimento econômico, social e sustentável do meio rural de toda a região.”, reforça o presidente do Sistema Faese Senar, Ivan Sobral, que aproveitou o momento para realizar a entrega da homenagem à Ministra Tereza Cristina pelas ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário, homenagem que seria entre durante o Sealba Agroshow, mas ela não compareceu porque foi acometida à época pela Covid-19.

Mais informações sobre o Agronordeste
O Agronordeste é um plano de ação elaborado pelo Governo Federal para impulsionar o desenvolvimento econômico e social sustentável do meio rural da região Nordeste.
Liderado pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), o AgroNordeste está sendo desenvolvido em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Banco do Nordeste (BNB), o Banco do Brasil e outras instituições como INCRA, EMBRAPA, Instituto Federal De Sergipe (IFS).
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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