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Mato Grosso é Estado com maior Valor Bruto da Produção Agropecuária

– Foto por: Christiano Anttonucci Secom MT

Mato Grosso é o estado brasileiro com maior valor bruto da produção agropecuária (VBP). A produção de algodão, milho, soja e girassol e a criação de gado são os principais responsáveis pela pujança do setor na economia do estado. Dados do Observatório de Desenvolvimento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) mostram que a participação do estado é de 18% do VPB agropecuário nacional.

Em 2019, o VPB agropecuário de MT alcançou R$ 106,391 bilhões. Para 2020 a estimativa, segundo uma análise dos dados acumulados no primeiro semestre deste ano, é que a receita do setor no país registre um salto maior que o ano passado, acima de R$ 125 bilhões.

Esses dados mais uma vez confirmam a aptidão agrícola do estado somada com a mão-de-obra qualificada e tecnificada, ao uso de tecnologia agrícola, a adoção dos resultados de pesquisas desenvolvidas por diferentes instituições que difundem informações tecnológicas e específicas para a região do cerrado.

De acordo com levantamento do Observatório de Desenvolvimento, a lavoura de Mato Grosso é responsável por 81,5% do VBP agropecuário total do estado. A pecuária corresponde por 18,5% do VBP. Esses dados mostram o acompanhamento do desempenho do setor agropecuário como um todo e expressam a grandeza do agro mato-grossense.

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O avanço do setor no estado mostra que entre os anos de 2011 a 2019 o VPB agropecuário de MT teve um exponencial crescimento, subindo de R$ 65,056 bilhões para R$ 103,391 bilhões.

Observa-se que entre 1990 e 2020 o aumento de área de grãos em Mato Grosso foi de 634%, enquanto que o incremento da produção, no mesmo período foi de 1.572%. Pode-se afirmar que isso demonstra o grande ganho em produtividade ocorrido na produção de grãos no estado, mostra a expressividade do crescimento da produtividade sem necessariamente aumento da área de produção. As boas práticas agrícolas, aliada à tecnologia, tem garantido prática agrícola cada mais sustentável.

O Governo de Mato Grosso vem acompanhando a demanda da cadeia produtiva, tem trabalhado para atender as demandas do setor na criação de ambientes favoráveis de negócio e também nas necessidades da sociedade na geração de emprego, renda e valorização do que é produzido aqui.

 

 

fonte: gov de mt

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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