Agro Notícias
Mato Grosso é Estado com maior Valor Bruto da Produção Agropecuária
Mato Grosso é o estado brasileiro com maior valor bruto da produção agropecuária (VBP). A produção de algodão, milho, soja e girassol e a criação de gado são os principais responsáveis pela pujança do setor na economia do estado. Dados do Observatório de Desenvolvimento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) mostram que a participação do estado é de 18% do VPB agropecuário nacional.
Em 2019, o VPB agropecuário de MT alcançou R$ 106,391 bilhões. Para 2020 a estimativa, segundo uma análise dos dados acumulados no primeiro semestre deste ano, é que a receita do setor no país registre um salto maior que o ano passado, acima de R$ 125 bilhões.
Esses dados mais uma vez confirmam a aptidão agrícola do estado somada com a mão-de-obra qualificada e tecnificada, ao uso de tecnologia agrícola, a adoção dos resultados de pesquisas desenvolvidas por diferentes instituições que difundem informações tecnológicas e específicas para a região do cerrado.
De acordo com levantamento do Observatório de Desenvolvimento, a lavoura de Mato Grosso é responsável por 81,5% do VBP agropecuário total do estado. A pecuária corresponde por 18,5% do VBP. Esses dados mostram o acompanhamento do desempenho do setor agropecuário como um todo e expressam a grandeza do agro mato-grossense.
O avanço do setor no estado mostra que entre os anos de 2011 a 2019 o VPB agropecuário de MT teve um exponencial crescimento, subindo de R$ 65,056 bilhões para R$ 103,391 bilhões.
Observa-se que entre 1990 e 2020 o aumento de área de grãos em Mato Grosso foi de 634%, enquanto que o incremento da produção, no mesmo período foi de 1.572%. Pode-se afirmar que isso demonstra o grande ganho em produtividade ocorrido na produção de grãos no estado, mostra a expressividade do crescimento da produtividade sem necessariamente aumento da área de produção. As boas práticas agrícolas, aliada à tecnologia, tem garantido prática agrícola cada mais sustentável.
O Governo de Mato Grosso vem acompanhando a demanda da cadeia produtiva, tem trabalhado para atender as demandas do setor na criação de ambientes favoráveis de negócio e também nas necessidades da sociedade na geração de emprego, renda e valorização do que é produzido aqui.
fonte: gov de mt
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
-
Cidades5 dias atrásSanta Rita do Trivelato recebe empresa interessada em estudos sobre potencial de petróleo e gás natural
-
É Direito5 dias atrásJustiça determina reintegração de posse de área de 3,3 mil hectares em Santa Rita do Trivelato
-
Fatalidade5 dias atrásMorador de Sinop morre na guerra Rússia/Ucrânia; “Sinop também derruba drone, derrubei hoje, Lisboa”
-
Acidente5 dias atrásFerrari e Tesla batem durante corrida que aconteceu no Parque Novo Mato Grosso; VÍDEO
-
Justiça5 dias atrásTRE-MT reúne partidos, federações e advogados para debater propaganda, inteligência artificial e regras do processo eleitoral
-
Saúde5 dias atrásDoar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo
-
É Direito5 dias atrásSaga Pantanal é condenada a pagar R$ 10 mil após Fiat Toro dar defeito com uma semana de uso
-
Cidades5 dias atrás“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador







Você precisa estar logado para postar um comentário Login