Agro Notícias
MANDIOCA/CEPEA: Baixa oferta e maior procura sustentam preço da raiz
Cepea, 24/1/2022 – O preço médio nominal a prazo da raiz de mandioca posta fecularia fechou a R$ 684,94 (R$ 1,19 por grama de amido na balança hidrostática de 5 kg) na última semana (17 – 21), praticamente estável (-0,02%) frente ao da semana anterior e 57,3% maior que o registrado em igual período de 2021. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é reflexo da baixa oferta e da procura firme. Embora chuvas tenham sido registradas na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, a umidade do solo continuou baixa em muitas lavouras. Assim, apenas alguns produtores seguiram com a colheita – em áreas mais arenosas – e abasteceram as farinheiras e fecularias que retomaram o processamento, o que manteve baixa a disponibilidade de raízes. A demanda, por sua vez, aumentou um pouco, ajudando a sustentar as cotações. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
Agro Notícias
Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.
Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.
Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.
A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.
Mercado externo preocupa
Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.
As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.
Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.
Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.
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